Em uma reunião nesta quarta-feira (8) os servidores federais do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) decidiram continuar com a greve iniciada no dia 16 de junho e não há data definida para que o movimento seja encerrado. No sábado (11) vai haver uma assembleia em Brasília, na qual grevistas de todo o país discutiram os resultados da paralisação e o futuro do movimento.
De acordo com Jaqueline Mendes Gusmão, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social no estado do Paraná (SindiPrevsPR), a greve não será encerrada no sábado, pois caso seja essa a resolução da assembleia a questão será discutida em cada estado. "Nós queremos voltar ao trabalho, mas para isso é preciso que haja evolução nas negociações com o governo federal", disse Jaqueline.
A principal motivação da greve foi a alteração das horas de trabalho de 30 para 40 horas semanais. Os manifestantes também reivindicavam melhores condições de trabalho e que os candidatos aprovados nos últimos concursos públicos sejam chamados.
Já o INSS considerou que a paralisação era ilegal e que os funcionários estavam faltando ao trabalho, e por isso eles terão descontos nos salários ao final da greve.
No entanto, o sindicato afirmou que a questão será negociada após o encerramento da paralisação. "Normalmente acontece a reposição do trabalho e não existem descontos", afirmou a presidente do SindiPrevsPR.
Adesão ao movimento
Segundo Jaqueline, a paralisação atingia 60% dos servidores federais e o movimento continuava forte. Mas os dados do sindicato eram divergentes dos que foram apresentados pela assessoria de comunicação do INSS.
De acordo com o órgão, a adesão à greve era de 10% dos servidores em Curitiba e de 5% no interior do estado. Dessa forma, o atendimento era normal em 45 das 52 agências do INSS que prestam serviços ao público, nas outras sete o trabalho ocorria de forma parcial.
Os números do INSS davam conta de que das onze agências da gerência executiva de Curitiba da qual também fazem parte as unidades da região metropolitana e do Litoral em seis unidades havia funcionários paralisados. Dessas, em cinco o atendimento era parcial e em uma era normal.
A gerência executiva de Londrina (que inclui também as agências das cidades Ivaiporã, Apucarana, Arapongas, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Bandeirantes, Rolândia e Cambé) possui dez agências, e o atendimento à população estava normal nas duas que tiveram funcionários que aderiram ao movimento.
Já nas oito agências das cidades que pertencem à gerência executiva de Maringá (Campo Mourão, Cianorte, Goioerê, Paranavaí, Umuarama e Colorado), em uma os serviços eram normais e em outra eram parciais.
As agências de Cascavel e Foz do Iguaçu estavam trabalhando com um número menor de servidores. Em Foz o atendimento era normal e em Cascavel era parcial. Nas demais cidades dessa gerência executiva - da qual fazem parte também Assis Chateaubriand, Francisco Beltrão, Medianeira, Pato Branco, Realeza, Toledo, Guaira, Mangueirinha, Palmas e Santo Antônio do Sudoeste não havia greve.
E na região de Ponta Grossa (que inclui Guarapuava, Irati, Jaguaraiva, Laranjeiras do Sul, Telêmaco Borba, União da Vitória, Castro, Ibaiti e Pitanga) os servidores não estavam paralisados, segundo o INSS.
Perícia médica
Os segurados que têm perícias médicas marcadas, devem comparecer. Os médicos não estão em greve e o serviço está ocorrendo normalmente. As pessoas que precisarem agendar consultas, devem ligar para o telefone 135.
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