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Previdência

Ministro visita o PR; e greve do INSS aumenta

Enquanto José Pimentel inaugurava agência em Castro, sindicato conquistava mais adesões à paralisação

Paralisação dos funcionários do INSS prejudicou o atendimento no Posto da Previdência, na Rua Cândido Lopes, em Curitiba | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Paralisação dos funcionários do INSS prejudicou o atendimento no Posto da Previdência, na Rua Cândido Lopes, em Curitiba (Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo)

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Castro - Servidores do INSS, descontentes com o aumento da carga horária de 30 para 40 horas semanais, fortaleceram o movimento grevista ontem com a adesão de novas agências. Segundo o sindicato da categoria, a participação aumentou ontem para 60% dos servidores do estado. Para o presidente do INSS, Valdir Simão, que visitou ontem o Paraná, a greve envolve uma minoria dos servidores. "Dos 38 mil servidores, temos apenas 2 mil parados", afirmou.

Conforme a diretora da Secretaria Jurídica do sindicato da categoria no Paraná, Jaqueline Mendes de Gusmão, das 52 agências de atendimento da Previdência existentes no estado, 13 aderiram ao movimento.

Em Curitiba, das 11 agências, sete paralisaram os atendimentos. Os servidores também pararam o atendimento nas duas agências de Londrina e nas agências de Maringá, Campo Mourão, Cascavel e Foz do Iguaçu.

O INSS, no entanto, informa outros números. Segundo a assessoria de imprensa do órgão no Paraná, das 52 agências apenas uma paralisou os atendimentos, sete estavam com serviços parciais e duas não informaram a situação à direção executiva. A assessoria de imprensa da Previdência Social, em Brasília, informa ainda que das 1.110 agências espalhadas pelo Brasil, somente sete ficaram totalmente fechadas, enquanto que 179 prestaram atendimento parcial.

O presidente do INSS alega que a greve é ilegal. Na semana passada, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso da Federação Nacional dos Servidores que alegava que o movimento era legal. A decisão ratificou medida anterior, que considera a greve abusiva e prevê multa diária de R$ 100 mil à Federação. "Essa tabela de remuneração de 30 para 40 horas foi aprovada por lei e já está vigorando desde junho de 2009, tudo isso foi negociado com as entidades no ano passado", acrescentou o presidente do INSS.

Parâmetro

O ministro da Previdência, José Barroso Pimentel, que esteve em Castro, nos Campos Gerais, na manhã de ontem para inaugurar uma agência do INSS que faz parte do plano de expansão da Previdência, considerou que os servidores estão servindo como parâmetro para outras categorias. Ele afirmou que, a partir de junho do ano passado, foi implantado um plano de cargos e revistos os salários dos servidores que representaram uma reposição de 457% nos vencimentos. A revisão, no entanto, será escalonada até 2011.

Pimentel, que retornou à Brasília para uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não viu o movimento grevista no Paraná. Segundo o comando de greve no estado, uma comitiva partirá hoje de manhã de Curitiba com destino a Florianópolis, onde o ministro cumpre agenda hoje à tarde e amanhã.

A greve teve início nas agências brasileiras no mês passado, quando passou a vigorar a Medida Provisória 441/08, que estabelece carga horária semanal de 40 horas e não mais de 30 horas, como vinha sendo praticado desde 2004. Além disso, os grevistas pedem melhores condições de trabalho e a nomeação dos servidores já aprovados em concurso.

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