Curitiba A discussão sobre um possível impeachment de Lula revive o caso do processo contra o ex-presidente Fernando Collor de Mello, destituído do cargo em dezembro de 1992. Na época, uma série de pequenas denúncias isoladas de corrupção ganharam intensidade após uma bombástica entrevista de Pedro Collor de Mello, irmão no presidente, que detalhou o esquema de corrupção. Uma CPI foi instalada para investigar as denúncias, que envolviam também o empresário Paulo César Farias, que fora tesoureiro de Collor na campanha de 1989.
Em setembro de 1992, a Câmara votou a "admissibilidade" do julgamento de Collor pelo Senado Federal o que permitiu a instalação do processo de impeachment. No momento em que se iniciou a votação do julgamento no Senado, em dezembro, Collor renunciou à presidência e foi substituído pelo vice-presidente Itamar Franco. Apesar da renúncia, o Senado aprovou o impeachment, cassando os direitos políticos de Collor e tornando-o inelegível por oito anos.







