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Henrique Alves (o 3º da esq. para dir.) durante reunião no início do ano com Richa e deputados paranaenses: busca de apoios | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Henrique Alves (o 3º da esq. para dir.) durante reunião no início do ano com Richa e deputados paranaenses: busca de apoios| Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo

Stephanes e Ratinho

Ainda não empossados, novos secretários de Beto votam nesta segunda

Reinhold Stephanes (PSD) e Ratinho Júnior (PSC) não devem continuar como deputados federais até o fim da atual legislatura. Os dois foram anunciados, no último dia 23, como secretários do governo Beto Richa (PSDB). Entretanto, como a posse ainda não tem uma data definida para ocorrer, os dois só vão se licenciar da Câmara dos Deputados depois da eleição para a Mesa Diretora. Ou seja, ajudarão a eleger o próximo presidente nesta segunda-feira.

Stephanes, que vai assumir a Casa Civil de Richa, diz estar indeciso quanto ao voto – mas preferiu não revelar o motivo. Também não quis dizer em quais candidatos avalia votar. Seu partido, o PSD, apoia oficialmente a candidatura de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Já Ratinho Júnior, futuro secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, diz que aguarda uma decisão da bancada do seu partido, o PSC, para definir o voto. O partido deve se reunir na segunda-feira para tomar uma decisão. (CM)

Denúncias dividem a bancada

Favorito à presidência da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) é alvo de uma série de denúncias de irregularidades, incluindo o uso irregular de verbas de gabinete e o favorecimento de assessores com emendas parlamentares. Os deputados paranaenses se dividem quanto às acusações. Para alguns, trata-se de uma "fritura" com fins políticos. Já outros acreditam que as denúncias podem influenciar seus votos.

Candidato à primeira vice-presidência da Câmara, o deputado André Vargas (PT) considera "estranho" um deputado ter passado 42 anos no parlamento e ser alvo de denúncias apenas quando se candidata à presidência da Casa. Posição parecida tem o deputado Nelson Meurer (PP). "Ele tem 11 mandatos consecutivos, é líder do PMDB há mais de quatro anos, tem uma ficha de serviço muito grande. O caráter dele é incontestável, essas denúncias de última hora que a imprensa coloca não têm importância nenhuma", afirma Vargas.

Já o deputado João Arruda (PMDB) diz ter ficado preocupado com as denúncias. Mas afirma que as explicações do candidato têm sido convincentes. "Temos conversado com ele [sobre as denúncias] e, até o momento, todos os esclarecimentos têm sido feitos. É lógico que isso tem de ser avaliado, mas tudo o que apareceu até agora foi bem esclarecido."

Outros admitem que as denúncias podem influenciar seus votos. Dilceu Sperafico (PP) diz que Alves é um "grande parceiro" da bancada ruralista e, em princípio, teria seu voto. Mas ele afirma que vai avaliar o conteúdo das denúncias antes de tomar uma posição. Já a deputada Rosane Ferreira (PV) alega que não pretende votar em Alves justamente pela "questão ética".

Acusações

Alves foi alvo de várias denúncias ao longo dos últimos meses. Segundo reportagem da revista Veja, ele teria destinado mensalmente R$ 8,3 mil de sua verba de gabinete para uma empresa fantasma. Já uma reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que o peemebista favoreceu um assessor com emendas parlamentares para obras no Rio Grande do Norte. Matéria da Folha da última sexta-feira mostra também que ele nomeou seis diretores do Ministério da Previdência, comandado por seu primo, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). (CM)

Às vésperas da eleição para a presidência da Câmara Federal, uma parcela considerável dos 30 deputados paranaenses ainda está indecisa quanto ao voto. Procurados pela Gazeta do Povo na semana que passou, 12 parlamentares declararam ainda não saber em quem votar. Alguns esperam definições de última hora em seus partidos. Outros ainda avaliam o perfil dos candidatos e aguardam para saber se haverá novos acontecimentos – a eleição ocorre na segunda-feira. Entre os decididos, 11 declaram voto em Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Apenas um disse que irá votar em Julio Delgado (PSB-MG). A reportagem não conseguiu contatar quatro deputados, e outros dois não quiseram se pronunciar.

Alguns partidos devem bater o martelo sobre o apoio a um candidato apenas na segunda-feira. É o caso, por exemplo, do PSC. Segundo o deputado federal Ratinho Jr. (PSC), o partido ainda está avaliando se vai apoiar Delgado ou Alves. Para ele, os dois candidatos têm boas qualidades e podem vir a receber a adesão da legenda. O PRB, do deputado Oliveira Filho, também deve decidir a posição apenas no dia da votação.

Confira em quem os deputados do Paraná vão votar

Caso parecido é o do PPS. Segundo o líder do partido na Câmara, o paranaense Rubens Bueno, a bancada já havia fechado questão para votar em Alves. Entretanto, com o surgimento de denúncias contra o peemedebista, esse posicionamento será rea­valiado. "A bancada se posicionou favoravelmente ao Henrique [Alves], em um primeiro momento. Mas agora há fatos novos que precisam ser analisados", disse Bueno.

Outros preferiram deixar para decidir o voto apenas na boca da urna. É o caso de Alfredo Kaefer (PSDB), por exemplo. "É como uma eleição qualquer; até a hora de colocar o voto na urna, tudo pode acontecer", disse ele. Seu partido, o PSDB, deve votar com Alves, mas Kaefer não negou ou confirmou que seguirá a orientação da legenda.

Já Rosane Ferreira (PV) não quer votar nem em Alves nem em Delgado. Ela aguarda o surgimento de um candidato independente – a declaração dela foi dada antes de Chico Alencar (PSol-RJ) lançar-se candidato. Além de Alves, Delgado e Alencar, também está na disputa a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES). "Ainda não tenho uma posição consolidada, mas se a eleição fosse daqui a 15 minutos, votaria na Rose", afirmou.

Outros cargos

A Câmara elege nesta segunda-feira o presidente, os dois vices e os quatro secretários que compõem sua Mesa Diretora. O mandato é de dois anos. Para ser eleito presidente, o candidato deve conquistar 257 dos 503 votos. Caso ninguém atinja esse número na primeira votação, um segundo turno será realizado entre os dois mais votados. Um paranaense é candidato único à primeira vice-presidência da Casa: o petista André Vargas.

Colaboraram: André Gonçalves e Katna Baran, especial para a Gazeta do Povo

Acordo entre partidos garante o favoritismo para o peemedebista

Deputados paranaenses do PMDB, do PT e de outras legendas justificam que existe um acordo entre seus partidos para votar em Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para a presidência da Câmara Federal. Eles ressaltam também a experiência do peemedebista e sua importância nas negociações dentro do Congresso como motivo para a escolha.

Maiores bancadas da Câmara, PT e PMDB têm um acordo de se revezar na liderança do parlamento. Em 2011, o PMDB apoiou a candidatura de Marco Maia (PT-RS), atual presidente da Casa. Neste ano, peemedebistas e petistas esperam repetir a "dobradinha". "Essa [Alves] foi uma escolha do PMDB. Na última vez, o PT escolheu e tivemos até uma disputa interna [para definir o candidato]. Os outros partidos respeitaram nossa escolha. Então, nós vamos respeitar [a opção do PMDB]", resume Angelo Vanhoni (PT).

Os apoios a Alves, porém, não se restringem aos dois partidos. Legendas da base, como o PSD, e da oposição (DEM e PSDB) já fecharam questão para apoiar o peemedebista. "Vou votar no Henrique; é uma decisão da bancada ruralista e do meu partido", justifica Abelardo Lupion (DEM). "Ele foi um deputado muito importante na votação do Código Florestal e é também meu amigo. Ele é um deputado muito experiente, e a Câmara precisa de alguém com esse estofo."

Já Leopoldo Meyer (PSB) foi o único paranaense a declarar voto em Julio Delgado (PSB-MG). Ele diz seguir a orientação do partido, e ressalta que Delgado se comprometeu a colocar questões importantes em pauta e de seguir o princípio da proporcionalidade na nomeação de relatorias para medidas provisórias e presidências de comissão. O deputado paranaense acredita que essa candidatura não deve causar um atrito do PSB, partido da base, com o governo federal.

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