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O julgamento de um dos réus do caso Celso Daniel foi novamente adiado a pedido de seu advogado. O réu Itamar Messias Silva dos Santos teve seu júri remarcado para 22 de novembro. Nesta quinta-feira (16), deve ser julgado no Fórum de Itapecerica da Serra (SP) o réu Elcyd Oliveira Brito (o John).

Escolhido para coordenar a campanha que levou o ex-presidente Lula ao poder, o então prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel (PT) foi encontrado morto com oito tiros em Juquitiba (SP) após dois dias de sequestro, em janeiro de 2002.

O advogado de Itamar, Airton Jacob Gonçalves Filho, alegou que ele não poderia participar do júri porque tem outro julgamento marcado para hoje em São Paulo.

Os dois réus podem ser condenados a até 30 anos de prisão. Eles são acusados pelo Ministério Público de estarem envolvidos no sequestro que acabou com a morte do prefeito.

Em maio, Itamar e John deveriam ser julgados com outros três réus, mas tiveram o júri remarcado depois que seus advogados se retiraram.

Na oportunidade, eles alegaram que teriam menos tempo de defesa que a acusação.

O júri de hoje será presidido pelo juiz Antonio Augusto Galvão de França Hristov e terá como promotor Marcio Augusto Friggi de Carvalho. Os dois participaram o julgamento que ocorreu em maio.

Dos sete réus do caso, quatro já foram condenados. Ivan Rodrigues da Silva (Monstro), José Edison da Silva e Rodolfo Rodrigo dos Santos (Bozinho) foram condenados a 24, 20 e 18 anos de prisão, respectivamente.

A pena se refere a homicídio duplamente qualificado, mediante recebimento de recompensa e sem direito de defesa da vítima.

Em 2010, Marcos Bispo dos Santos foi condenado a 18 anos de prisão. Aguarda o julgamento o principal réu, Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, acusado de ser o mandante do crime.

A defesa de Sombra nega todas as acusações. Ele ainda não foi levado a júri porque tentou derrubar no STF (Supremo Tribunal Federal) o poder de investigação do Ministério Público.

O questionamento, em tese, já foi negado pelo STF. Dos 11 ministros, seis votaram no sentido de que não houve ilegalidade na apuração.

A ação, porém, está parada a espera do voto do ministro Luiz Fux, que pediu vista.

Ação cível

As condenações do caso serão usadas pelo Ministério Público no julgamento de outra ação que corre na Justiça, vinculando o crime a um suposto esquema de corrupção do PT.

A Justiça aceitou uma denúncia da Promotoria que tem como réus o partido e o atual ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), acusados de desviar de R$ 5,3 milhões dos cofres de Santo André para financiar campanhas do PT.

A ação de improbidade administrativa corre paralelamente à esfera criminal. A Promotoria sustenta que Daniel descobriu que parte do dinheiro desviado para o caixa dois do PT foi embolsado por envolvidos no esquema. A partir daí, o Sombra teria contratado um grupo para matar o prefeito.

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