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Audiência

Justiça decide se Aciolli vai a júri popular

Vereador curitibano é acusado de matar um engraxate no centro de Curitiba. O rapaz, de 23 anos, era suspeito de assaltar a loja da mulher do parlamentar

  • Karlos Kohlbach
Aciolli: se condenado, pode perder o mandato e ficar preso de 12 a 30 anos |
Aciolli: se condenado, pode perder o mandato e ficar preso de 12 a 30 anos
 
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Justiça decide se Aciolli vai a júri popular

O vereador de Curitiba Roberto Aciolli (PV), eleito com o maior número de votos na última eleição, 17.377, será ouvido hoje pela primeira vez em juízo sobre o assassinato do engraxate Paulo César Heider, de 23 anos – que tinha diversas passagens pela polícia. Reportagem da Gazeta do Povo do dia 10 de outubro de 2008, mostrou que o parlamentar confessou à polícia ter matado Heider com um tiro na cabeça na madrugada do dia 1º de dezembro de 1999, depois de descobrir que o jovem teria participado do roubo de uma loja de celulares – que pertencia a mulher de Aciolli.

O crime ocorreu no centro de Curitiba. Se condenado, Aciolli pode perder o mandato de vereador e ficar preso de 12 a 30 anos. O vereador e as dez testemunhas arroladas no processo – quatro de defesa e seis de acusação – serão ouvidas a partir de 13h30 pela juíza Fernanda Karam de Chueiri Sanches, do 1º Tribunal de Juri de Curitiba. Após os depoimentos, e ouvidos os advogados e o promotor designado pelo Ministério Público, a magistrada decide se o parlamentar vai a júri popular – quando a sociedade (jurados) julga o acusado. A audiência pode não terminar hoje.

O MP acusa o vereador de homicídio qualificado, praticado por motivo torpe (banal). A denúncia, do promotor Marcelo Balzer, do dia 13 de agosto, descreve que o vereador passou a investigar por conta própria o assalto na loja da esposa e descobriu que Heider e mais uma pessoa teriam praticado o roubo. “José Roberto dos Santos (o Aciolli), suspeitando que a vítima (Heider) seria um dos responsáveis pelo assalto a loja de sua esposa, ou seja, por motivo torpe, passou a seguir o táxi no qual encontrava-se a vítima, vindo a abordá-lo nas proximidades da Rua Castro Alves esquina com a Avenida Iguaçu. Ocasião em que, fazendo uso de uma arma de fogo desferiu tiros contra Paulo Heider, causando-lhe a morte”, diz um trecho da denúncia do MP. O vereador tinha porte de arma e o revólver foi entregue dois dias depois do crime, quando Aciolli se apresentou à polícia e confessou ter disparado o tiro que matou Heider.

No depoimento, o parlamentar disse que o tiro foi acidental, disparado após uma briga corporal com a vítima. A versão foi a mesma apresentada por escrito à juíza pelo advogado Nilton Ribeiro, que tentou excluir o motivo torpe (banal) da denúncia. No entanto, a juíza não acolheu a tese. “Verifica-se a prematuridade desta ação penal para que se possa excluir, de forma definitiva, a qualificadora (o motivo banal). Isso porque, verifica-se de forma clara que o MP apontou a torpeza da conduta do réu (Aciolli)”. Cláudio Dalledone Júnior, outro advogado de Aciolli, afirmou à Gazeta do Povo que só vai se manifestar após a audiência de hoje.

No processo, ao qual a reportagem teve acesso, consta o depoimento do taxista que transportava Heider. Ele relatou que a vítima apanhou antes de ser morto. “Em seguida (das agressões) pude ouvir o tiro e constatei que a vítima estava caída”, revelou o taxista.

Aciolli apresenta um programa policial na televisão e preside a Comissão de Segurança na Câmara de Curitiba. O parlamentar foi procurado pela Gazeta do Povo, mas preferiu não se manifestar. O promotor Cássio Roberto Chastalo, representante da promotoria, também foi procurado pela reportagem, mas não foi encontrado para comentar a audiência.

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