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Líderes de PSDB, PFL e PPS estão reunidos nesta segunda-feira para discutir a CPI do Apagão Aéreo. A idéia é estabelecer uma estratégia e pedir a instalação imediata da CPI, mesmo antes que o plenário do Supremo Tribunal de Justiça (STF) se manifeste sobre o assunto. O ministro Celso de Mello, do STF, deu liminar autorizando a Câmara a instalar a CPI do Apagão Aéreo, mas ressalvou que a decisão final será do plenário da corte.

O motim promovido pelos controladores de vôo e a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de desautorizar o Comando da Aeronáutica deram mais gás para a oposição insistir na instalação da CPI. Após ceder às reivindicações dos controladores, o presidente Lula considerou, nesta segunda-feira, o movimento "grave e irresponsável" .

Os líderes oposicionistas afirmam que os últimos episódios tornam irreversível a criação da comissão. A decisão do Supremo só deve sair nas próximas semanas, mas a oposição quer que antes disso a CPI seja instalada. O líder do PPS Fernando Coruja (SC) cobrou um posicionamento do presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). O petista já disse que, apesar da pressão, não vai antecipar a CPI.

- Todos os sinais são de que a CPI vai sair. Entendemos que o Chinaglia, a pedido dos líderes, tinha elementos bastante sólidos para instalar a CPI já. A CPI vai sair, então, porque não antecipar isso de forma a poder colaborar para solucionar a crise? - questionou o líder.

Oposição já pensa em nomes

A oposição já começa a escolher os nomes dos possíveis integrantes da comissão. O governo, por sua vez, continua dizendo que a CPI não é o melhor lugar para discutir a crise no setor aéreo. Coruja afirmou ainda que depois de obstruir a instalação da CPI, governo vai querer transformá-la numa CPI "chapa branca", com a escolha do presidente e do relator de partidos da base.

O vice-líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS) disse que o conflito entre a base governista e a oposição não pode ser levado para dentro de uma CPI.

- Esse pode ser o ato para colocar fogo no circo, mas não para resolver o assunto efetivamente. Vamos resolver o assunto com a serenidade necessária e evitar que o Congresso Nacional, dentro de uma CPI, se transforme num palco para botar fogo num circo onde qualquer fagulha pode desencadear algo de proporções muito negativas para o interesse público do nosso país.

Para o líder do governo na Câmara, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE)porém, o motim explicitou o real motivo do problema.

- A CPI fica esvaziada porque o problema do caos aéreo já foi detectado. O que há de fato é uma insatisfação dos controladores. E isso não tem nada a ver com CPI - disse José Múcio.

Desmilitarização

Cinco dias após exigir um prazo para o fim do caos nos aeroportos, que já dura seis meses, o presidente Lula decidiu agilizar o processo de desmilitarização do controle aéreo do país. O governo deve anunciar, até terça-feira, uma solução definitiva para o problema e, com esse objetivo, convocou para esta segunda-feira uma reunião com o vice-presidente José Alencar; o ministro da Defesa, Waldir Pires; o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito; e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Também nesta semana, uma medida provisória deverá ser editada pelo presidente, criando um órgão civil, subordinado ao Ministério da Defesa, e que ficará responsável pelo monitoramento dos aviões.

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