Dois ex-integrantes do recém-esfacelado núcleo duro do governo Lula desabafaram a um dos pontas-de-lança da campanha de 2002: não estão dispostos a jogar suas biografias no lixo para proteger ninguém.

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Júri sob suspeita – O deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) vai entrar com um mandado de segurança no STF argüindo o impedimento de parlamentares do PT, do PP e do PL para votarem sua cassação, já que denunciou seu envolvimento no "mensalão".

Campeão de audiência – Jefferson será entrevistado hoje, ao vivo, no Jornal da Record (20h15), de Boris Casoy.

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Expurgo continua – A operação de "despetização" do Banco do Brasil ainda não foi completada. Pelo menos mais um vice-presidente e outros três diretores da instituição serão substituídos ao longo das próximas semanas.

Problemas demais – O PMDB desistiu da arriscada idéia de nomear o ex-ministro Romero Jucá para membro da CPI do Mensalão. As lideranças do partido reconhecem que a principal preocupação de Jucá em sua volta ao Senado será salvar o próprio mandato.

Deixando no ponto – Primeira pergunta que um deputado da oposição quer fazer na próxima semana a Renilda Cristina, mulher de Marcos Valério: "O que a senhora achou dos beijos que a ex-secretária Fernanda Karina mandava ao seu marido nos bilhetes?"

CPI também é cultura – O presidente da CPI do Mensalão, Amir Lando (PMDB-RO), que costuma se esmerar nos discursos, prepara um arsenal de citações para usar nas sessões. A temporada de erudição foi aberta por Osmar Serraglio (PMDB-PR), que recorreu a Cícero para argüir Delúbio Soares.

Pão com manteiga – O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, tomou café da manhã anteontem no restaurante do hotel Nahum, em Brasília, com Antônio Malheiros e Flávia Rahal, advogados de Sílvio Pereira e Delúbio Soares.

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Razões do ministro – A assessoria do ministro lembra que Thomaz Bastos mora no hotel, onde os advogados e seus clientes se hospedaram para os depoimentos desta semana. Além disso, diz, Bastos e Malheiros são amigos há décadas.

Muy amigo – O PT da Câmara declarou guerra ao presidente da CPI dos Correios, Delcídio Amaral (PT-MS). A gota d’água foi o fato de o senador ter admitido, ontem, a existência do "mensalão". Prometem revirar o baú para buscar fatos contra o "companheiro".

De 4x4 no atoleiro – Na pequena copa privativa da CPI dos Correios Sílvio Pereira recorre a Eduardo Suplicy, na terça à noite, após o surgimento da Land Rover no "JN": "Senador, o senhor é único com condições morais de me ajudar nisso. Meu patrimônio é perfeitamente justificável".

Sem guincho – Suplicy, até bem pouco tempo ameaçado pela antiga cúpula do PT, da qual Pereira fazia parte, de ficar sem legenda em 2006, ouviu calado o ex-secretário-geral detalhar suas aquisições materiais. Ao fim, encostado na geladeira, disse: "Sílvio, vamos esperar os documentos".

Tem pra todos – Um dos candidatos da esquerda à presidência nacional do PT, Raul Pont também recebeu ajuda do BMG. Foram entregues R$ 30 mil para sua campanha à Prefeitura de Porto Alegre em 2004, no dia 29 de outubro.

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A grande família – De um petista sobre a crise no partido: "Chamaram um Genro para arrumar a casa da sogra. Não vai acabar bem."

Tiroteio

* Da deputada federal tucana Zulaiê Cobra (SP) sobre o agravamento da crise envolvendo o PT e sua base aliada:

– Do jeito que as coisas vão, o caso Jersey do Maluf vai acabar no tribunal de pequenas causas.