A Justiça de Minas Gerais negou o pedido de progressão de regime a Simone Cassiano da Silva, condenada a oito anos e quatro meses de prisão por jogar a filha recém-nascida na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, em janeiro do ano passado. Simone pretendia cumprir a pena em regime semi-aberto, o que permitiria que deixasse o presídio durante o dia e voltasse apenas para dormir.
O juiz negou o pedido com base em parecer do Conselho Penitenciário. Para os conselheiros, Simone por enquanto não merece a progressão de regime. Ela escondeu a gravidez da família e do namorado. A menina nasceu em novembro de 2005 e ficou internada por dois meses. O advogado dela não foi encontrado para comentar a decisão.
Assim que a criança teve alta da Maternidade Odete Valadares, em 28 de janeiro de 2006, a mãe a jogou dentro de um saco plástico na lagoa. A menina só foi salva porque o choro chamou a atenção de populares, que a resgataram. O resgate foi filmado por um cinegrafista amador e o drama de Letícia (nome dado pelos pais adotivos) ganhou o noticiário nacional.
Simone alegava que tinha dado a criança a uma moradora de rua por não ter condições psicológicas de criá-la.



