O assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, negou nesta sexta-feira (9) que as recentes críticas do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, à postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva frente ao cenário de sucessão presidencial esteja criando complicações entre o Executivo e o Judiciário. "Olha se fosse criar aresta, as declarações do presidente do Supremo Tribunal Federal já teriam criado muito mais arestas. O presidente do Supremo Tribunal Federal deveria talvez falar mais nos autos e menos nos microfones. Um presidente da Corte Suprema deve falar mais nos autos. Essa é a boa tradição jurídica brasileira."

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A declaração foi feita após almoço de Marco Aurélio com o novo presidente do Chile, Sebastián Piñera. Ele se referia ao fato de Gilmar Mendes ter dito recentemente que todo brasileiro tem de estar sujeito às leis eleitorais, num comentário sobre as multas recebidas por Lula por campanha antecipada em favor da pré-candidata Dilma Rousseff à Presidência. Questionado se Mendes precisaria então se preservar mais, Marco Aurélio disse: "Não é se preservar. É preservar o Supremo."

Marco Aurélio falou ainda sobre a reforma política. Disse que Lula a tem defendido e que qualquer pessoa que olha a fragilidade das instituições a defende. "Ou vocês acham que não tem que fazer reforma política? Que o sistema eleitoral está bom? Que a tardança da Justiça está boa? Não está. Isso não é problema do Poder Judiciário, mas do desenho das instituições do Brasil que tem que ser corrigido", afirmou.

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