O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Felix Fischer, disse esta semana que em sua gestão poucas viagens internacionais foram realizadas, por isso, afirmou estranhar a abertura de uma investigação pelo CNJ (Conselho nacional de Justiça) para apurar o assunto.

"Estou decepcionado, minha gestão foi a que menos se viajou. Nunca houve viagem para Europa ou para os Estados Unidos. Ao todo foram 12 viagens, na maioria das vezes para a América do Sul. E só em duas os ministros levaram cônjuges", disse.

A declaração foi dada um dia após o CNJ abrir uma investigação para apurar viagens ao exterior realizadas por ministros do STJ a pedido de Fischer para representa-lo em eventos internacionais.

No despacho que determinou a abertura de investigações, o conselheiro do CNJ, Gilberto Valente Martins, pediu que Fischer detalhasse todas as viagens que ofereceu a ministros, mulheres de ministros e assessores, bem como os custos das viagens e despesas com diárias.

A assessoria da presidência do STJ disse à reportagem que todos os documentos estão sendo reunidos e devem ser encaminhados ao CNJ no início da próxima semana.

Os assessores também destacaram que nas duas viagens internacionais em que ministros foram acompanhados de cônjuges havia uma indicação do cerimonial para tal ação, uma vez que no evento os demais participantes também estariam acompanhados.

Além disso, apresentaram uma portaria do STJ que permite a presença de um acompanhante aos ministros em viagens internacionais.

Por fim foi dito que os órgãos de controle interno do STJ aprovaram as prestações de contas das viagens, que também foram aprovadas, ou homologadas, pelo conselho de administração da corte, composto pelos 11 ministros de maior antiguidade.

Destacaram ainda que o TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou as contas da corte até o ano de 2012.

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