Em sentido horário: Celso Pansera, Marcelo Castro, Patrus Ananias e Mauro Lopes deixaram o governo para voltarem à Câmara | José Cruz / Agência Brasil /Marcelo Camargo / Agência Brasil /  Elza Fiúza / Agência Brasil / José Cruz / Agência Brasil /Divulgação
Em sentido horário: Celso Pansera, Marcelo Castro, Patrus Ananias e Mauro Lopes deixaram o governo para voltarem à Câmara| Foto: José Cruz / Agência Brasil /Marcelo Camargo / Agência Brasil / Elza Fiúza / Agência Brasil / José Cruz / Agência Brasil /Divulgação

A presidente Dilma Rousseff exonerou cinco ministros nesta quinta-feira (14). Quatro deles são deputados e, com isso, estão liberados para votar na Câmara contra o processo de impeachment, previsto para ocorrer no domingo. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União.

Com a ala pró-impeachment crescendo nos últimos dias, o reforço dos ministros é importante para angariar votas favoráveis a Dilma. São eles: Mauro Lopes (PMDB-MG), da Secretaria de Aviação Civil; Celso Pansera (PMDB-RJ), do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação; Marcelo Castro (PMDB-PI), do Ministério da Saúde; e Patrus Ananias (PT-MG), do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Eles retomam os mandatos de deputado federal nesta quinta para participar da votação. “Estarei de volta à Câmara exercendo, ainda que nessa situação excepcional, o mandato que o povo de Minas (Gerais) me confiou. Permaneço junto de todos os que seguem lutando, sem cessar, pela Manutenção Democrática e pela ampliação da Justiça Social, acima de todos os interesse pessoais”, escreveu na quarta-feira Ananias em sua página na rede social Facebook.

Demissão

Completa a lista Gilberto Occhi, do Ministério da Integração Nacional. Ele entregou sua carta de demissão na quarta-feira (13), após seu partido, o PP, ter anunciado o desembarque do governo. Na quarta, a bancada do PP na Câmara anunciou apoio ao impeachment e, com isso, levou o partido a entregar os cargos que tinha.

Para o lugar de Occhi, foi nomeado, interinamente, José Rodrigues Pinheiro Dória. Ele comanda a Secretaria Nacional de Irrigação, ligada à pasta, e, por enquanto, acumulará as duas funções. Uma breve biografia disponível no site do ministério descreve Dória como “administrador com ênfase em Gestão de Recursos Humanos, pós-graduado em Administração Pública e Gerência de Cidades”. Ele é natural de Santos Dumont (MG) e já foi superintendente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), em Belo Horizonte, secretário adjunto de Transporte e Obras Públicas de Minas Gerais, vice-presidente da Fundação Rural Mineira (Ruralminas), e assessor parlamentar na Assembleia Legislativa mineira.

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