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Brasília - Em novos mandados de busca e apreensão cumpridos na tarde de segunda-feira, a Polícia Federal voltou a fechar o cerco em torno do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), os agentes vasculharam endereços de pessoas próximas ao governador. Um dos alvos da apreensão de documentos e computadores foi o Instituto Fraterna, ONG presidida pela primeira-dama do Distrito Federal, Flávia Peres Arruda.

O Instituto Fraterna entrou na mira dos investigadores após depoimento prestado no último dia 4 de dezembro por Durval Barbosa, o ex-secretário de Arruda que se transformou no pivô do escândalo ao denunciar a corrupção no governo de que fazia parte. Barbosa afirmou que a ONG era uma das destinatárias da propina paga por empresas de informática detentoras de contratos com o governo do DF. Segundo Durval Barbosa, o próprio José Roberto Arruda teria determinado que 10% da propina fosse repassado ao Instituto Fraterna.

Além da mulher de Arruda, um dos filhos do governador, Marcos Sant’Ana Arruda, aparece como associado ao instituto. E Anna Christina Kubitschek Pereira, mulher do vice-governador Paulo Octávio, é diretora da ONG.

Por meio de nota, o Instituto Fraterna considerou "absurda a afirmação de que receberia recursos indevidos". Sem mencionar Barbosa, afirmou que irá "ajuizar ação judicial contra essas afirmações caluniosas". "O Instituto Fraterna não recebe, e nunca recebeu dinheiro público."

Turismo

Outro alvo das buscas e apreensões da PF foi uma empresa de turismo que teria entre seus sócios Fábio Simão, ex-chefe de gabinete de Arruda. Na empresa, foram apreendidos papéis e um computador. Um detalhe chamou atenção: no local, só havia talões de notas fiscais referentes a anos anteriores a 2006, quando começou o governo Arruda. As notas fiscais dos últimos três anos não estavam no escritório. Fontes ligadas à investigação ouvidas pela reportagem veem nisso um indício de que o escritório passou por uma "limpeza" antes da chegada dos agentes. "É um indício de que podem ter retirado provas", disse uma fonte.

A empresa se transformou em alvo da investigação por ter aparecido em documentos apreendidos na primeira fase da Operação Caixa de Pandora. Anotações encontradas numa agenda recolhida pelos policiais indicavam que a empresa pode ter sido usada pelo grupo de Arruda para receber propina.

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