Um levantamento feito com exclusividade pelo Instituto Paraná Pesquisas para a Gazeta do Povo traça um perfil do que pensam as pessoas que participaram das recentes manifestações em Curitiba. No evento de sexta-feira (13), promovido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e que tinha como pano de fundo a “defesa da Petrobras”, 83,09% dos manifestantes se mostraram contrário à abertura de um processo de impeachment contra a presidente da República Dilma Rousseff (PT). De acordo com estimativas da Polícia Militar (PM), o evento reuniu entre 800 e mil pessoas. Os organizadores chegaram a anunciar cinco mil participantes.

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Proporção que se inverte radicalmente quando se leva em consideração a manifestação deste domingo (15), que contou com a presença de aproximadamente 80 mil pessoas segundo a PM. Neste caso, 85,24% são favoráveis ao impedimento de Dilma. O ato foi convocado por pessoas contrárias ao governo federal.

Quando questionados sobre os motivos que poderiam levar à saída da presidente, dos 16,91% favoráveis ao impeachment que participaram do evento de sexta (13), a maioria – 37,14% – diz acreditar que Dilma é responsável em grande medida pela crise econômica do país. Outros 25,72% afirmam que houve corrupção no governo da presidente. Para 20%, o PT não tem condições de governar o Brasil. Já o motivo que poderia desencadear de fato no impedimento da presidente – praticou corrupção ela própria –, é citado por apenas 8,57% dos entrevistados.

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Já os manifestantes que tomaram às ruas do Centro da capital paranaense no domingo (15) preferiram responsabilizar o PT. Para 26,99% o partido não tem condições de governar o país. Logo na sequência aparece a responsabilização da presidente pela crise econômica (25,77%), a existência de corrupção no governo (24,54%) e a prática de corrupção por parte de Dilma (10,43%).

Acompanhe na edição desta terça-feira (17) da Gazeta do Povo o resultado completo da pesquisa.

Metodologia

A pesquisa foi realizada nos dias 13 e 15 de março com pessoas maiores de 16 anos que participaram das manifestações. Foram entrevistadas 207 manifestantes no dia 13 e 210 no dia 15 de março de 2015. O grau de confiança é de 95% para uma margem estimada de erro de aproximadamente 5%.