O governador Roberto Requião (PMDB) e o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) estão vivendo um momento de divergência política. Tudo por causa da sucessão ao governo do estado em 2010. Pessuti afirmou em público ser o sucessor natural de Requião nas próximas eleições para o cargo de chefe do Executivo estadual. Mas o governador, segundo consta, não estaria querendo ouvir falar do assunto por enquanto.

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Requião e Pessuti são aliados políticos desde 1982, quando se elegeram, pela primeira vez para o cargo de deputado estadual. E a união, segundo o vice-governador, vai permanecer, mesmo havendo divergências entre eles. "Estou alinhado com o Requião há 24 anos e um sempre esteve ao lado do outro. Somos da família PMDB", disse ontem o vice-governador em entrevista a uma rádio da capital.

A sucessão governamental, no entanto, é um assunto delicado e que parece estremecer a relação. "O meu nome é natural para a sucessão. Tenho 41 anos de PMDB, fui cinco vezes deputado estadual e duas vezes vice-governador. Mas sei que temos de mostrar serviço, reorganizar e fortalecer o partido", afirmou Pessuti, garantindo que as opiniões divergentes e as diferenças de comportamento não vão atrapalhar a caminhada deles lado a lado.

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Pessuti disse saber que, apesar de o caminho natural do PMDB é tê-lo como candidato a governador em 2010, há outros nomes dentro do partido que também têm condições de pleitear a vaga para a disputa. "Os deputados estaduais Caíto Quintana, Nereu Moura e Alexandre Curi e o presidente do partido, Renato Adur, são fortes nomes também. Mas esse é um assunto a ser resolvido daqui a três anos", disse. (CCL)