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“Vamos fazer os ajustes necessários na maneira e no financiamento do fundo, tanto o financeiro quanto previdenciário", Orlando Pessuti, governador paranaense | Gilberto Abelha / Jornal de Londrina
“Vamos fazer os ajustes necessários na maneira e no financiamento do fundo, tanto o financeiro quanto previdenciário", Orlando Pessuti, governador paranaense| Foto: Gilberto Abelha / Jornal de Londrina

O governador Orlando Pessuti (PMDB) promete enviar até o fim da próxima semana à Assembleia Legislativa um novo plano de custeio para a Paranaprevidência. "Vamos fazer os ajustes necessários na maneira e no financiamento do fundo, tanto o financeiro quanto previdenciário. Para que a Paranaprevidência não tenha os problemas que tem hoje e que foram apontados pelo Tribunal de Contas", disse o governador.

Segundo relatório da 1.ª inspetoria do TC divulgado na segunda-feira, o fundo de previdência dos servidores e pensionistas do estado tem um rombo de R$ 3,2 bilhões. O déficit foi ocasionado pelo descumprimento no volume de repasses monetários e de outros ativos – como imóveis ou créditos futuros – que deveriam ter sido feitos pelo governo estadual.

O diretor-presidente da Paranaprevidência, Munir Karan, já havia revelado na segunda-feira que Pessuti pretendia propor mudanças no fundo previdenciário. Por enquanto, o que se sabe, é que o governo deverá propor um esquema de amortização da dívida de R$ 3,2 bilhões. Outra alteração será no valor da alíquota de contribuição dos servidores, que deve ser uniformizada para 11% do salário de todos os servidores. Atualmente, a média é de 11,54%, mas há casos desse valor ser mais baixo.

Próximo governo

Pessuti afirmou que já discutiu com o próximo governador, o tucano Beto Richa, a intenção de propor uma reforma no sistema de previdência do estado. "Ele está de acordo que nós enviemos esse novo plano de custeio para a Assembleia Legislativa. Nós vamos fazer aquilo que ao longo de todo esse tempo vem se discutindo", disse Pessuti.

O governador também co­­mentou que mudanças no sistema previdenciário do estado já estão sendo discutidas há alguns anos, mas nunca foram feitas."O relatório do TC foi apresentado em relação às contas de 2009 e retratou aquilo que foi discutido em 1998 e 1999. Na época, nós dizíamos que o modelo não era completo e poderia no futuro ter de ser revisado."

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