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A Prefeitura de Catanduvas, cidade de cerca de 10,2 mil habitantes no Oeste do Paraná, ainda não teve os secretários municipais nomeados, 25 dias após o início da nova gestão. Das seis secretarias existentes na administração anterior, apenas duas (Educação e Saúde) estão funcionando, mas sob supervisão de diretores, em vez de secretários. O Paço Municipal também está fechado ao público, tendo apenas expediente interno.

A prefeita do município, Noemi Schmidt de Moura (PMDB), alega falta de verba para realizar as nomeações e afirma que as indicações serão feitas apenas quando a situação econômica da Prefeitura "estiver em ordem". "Nós recebemos o município com bastante dificuldade, com muitas dívidas e problemas. Não nomeei ninguém até agora por economia. É momento de, primeiro, organizar a casa, para depois fazer as nomeações".

De acordo com ela, a prefeitura herdou da gestão anterior uma dívida de aproximadamente R$ 4 milhões.

Segundo a prefeita, as nomeações devem começar a ser realizadas "aos poucos", a partir do dia 4 de fevereiro. As secretarias priorizadas serão as de Finanças, Viação e Obras e Administração. Noemi não pretende nomear seis secretários, como na gestão anterior, porque, para ela, o número é maior do que o necessário.

Hospital

O único hospital de Catanduvas está fechado desde o início deste ano porque a nova prefeita decidiu não renovar o contrato firmado pela gestão municipal anterior com o proprietário do estabelecimento.

O Hospital Nossa Senhora das Graças era particular, mas era credenciado para atender pelo Sistema Único de Saúde (SUS), para o qual disponibilizava 26 leitos.

Em entrevista concedida por telefone nesta sexta-feira (25), Noemi disse que a responsabilidade do município é fornecer suporte à saúde básica do cidadão, com atendimento nos centros de saúde das 7h30 às 17 horas, o que, de acordo com ela, vem sendo cumprido. "Se o dono do hospital não consegue atender, o município, com toda a dificuldade que tem, não apresenta condições de atender o hospital".

Eleição

Noemi assumiu a prefeitura de Catanduvas após seu marido, candidato único à prefeitura da cidade, ter sido barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa. Durante as eleições, nas urnas do município, localizado a 467 km de Curitiba, aparecia o nome e a foto de Olímpio de Moura (PMDB), mas quem vai levou os votos foi a atual prefeita.

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