O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, fez críticas ao ajuste fiscal promovido pelo governo Dilma Rousseff e disse que a entidade nunca apoiou o Partido dos Trabalhadores, e sim os programas de governo apresentados. “Pode ser que um dia a CUT apoie um candidato à Presidência da República que não seja do PT”, disse o dirigente da maior central sindical do Brasil, que no ano passado apoiou e colocou militantes na rua pela reeleição de Dilma Rousseff.

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“Pode ser que você tenha um candidato de qualquer outro partido que tenha no seu programa aquilo que nós defendemos”, completou Freitas. Questionado se deixaria de dar apoio ao PT já nas próximas eleições, respondeu: “A CUT não vai deixar de apoiar o PT, porque ela nunca apoiou”.

Freitas explicou que a entidade teve mais proximidade com Dilma e Lula porque já existiam relações com os dois desde antes de chegarem ao poder e por trazerem propostas em favor do trabalhador. Propostas que, segundo ele, mudaram de direção desde a reeleição de Dilma, com medidas que “atropelaram” as entidades sindicais e prejudicaram os trabalhadores.

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A central defende que sejam derrubadas na totalidade as medidas provisórias enviadas ao Congresso que criaram barreiras para a obtenção de benefícios trabalhistas e previdenciários. “É equivocado o governo da presidente Dilma enviar as medidas provisórias que tiram direitos dos trabalhadores”, disse, antes de afirmar ser contra a estratégia de ajuste fiscal comandada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. “Não concordamos com a linha de política econômica, que tudo vira corte sem investimento”, afirmou.

As afirmações foram feitas após reunião da direção nacional da CUT, onde também esteve o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto. A presença do representante do Palácio do Planalto no encontro não desfez a intenção da entidade de realizar um grande ato no próximo dia 13, já confirmado em 16 capitais, em defesa da Petrobras e contra as medidas econômicas do governo Dilma. “O ato acontecerá e será um ato importante na história do Brasil”, disse Freitas.