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O presidente do PT, Rui Falcão (SP), negou neste domigo (1º) que seu partido tenha decidido manter o apoio à família Sarney no lugar de chancelar a candidatura do comunista Flávio Dino ao governo do Maranhão. A declaração do petista foi dada horas depois de o presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), anunciar que o PT decidiu manter sua aliança com os Sarney no Estado.

Ambos participaram de uma reunião na Granja do Torto entre as duas cúpulas com a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. "O assunto foi discutido com bastante ênfase. Tem uma ala do PT que apóia a ideia de continuar com o Sarney, mas há também um pedido do Flávio Dino que nós o apoiemos. Isso não está decidido. Não houve nenhum acordo, nem que vamos apoiar os Sarney, nem o Flávio Dino", afirmou Falcão.

Mais cedo, ao deixar a residência de campo da Presidência da República, Raupp havia comunicado aos jornalistas que cobriam o evento do lado de fora sobre o fechamento do acordo eleitoral no Maranhão.Segundo o dirigente, esse fora o único entendimento da reunião de ontem. "Avançou bastante. Teremos de sentar outras vezes, mas nesse caso do Maranhão a questão já foi resolvida. A ala que apoia o candidato da governadora Roseana, do PMDB, ganhou a convenção... A ala do PT. Logo deverá apoiar o candidato a governador da governadora Roseana Sarney, do PMDB", afirmara.

No Maranhão, uma ala do PT rejeita a ideia de apoiar um candidato da família Sarney para apoiar Flávio Dino, enquanto outro grupo defende a manutenção da aliança atual. O apoio a Dino é um dos poucos apelos feito pelo PC do B ao PT na corrida eleitoral de 2014. O senador José Sarney (PMDB-AP) participou da reunião, mas não deu entrevistas. O nome do PMDB ainda será lançado à sucessão no Estado por Roseana Sarney, atual governadora.

Rui Falcão também negou acerto da cúpula dos dois partidos para que o PT permaneça na base aliada do governador do Rio, Sérgio Cabral. "Também não está decidido que vamos ficar até março no governo Cabral. Quando o PT vai sair do governo é uma decisão de lá [PT do Rio]."

Rio, Maranhão e Minas são as principais divergências até agora. O descompasso demonstra que o Planalto terá que intensificar as negociações para garantir palanques fortes para a reeleição da petista.

Após a conversa com o PMDB, a presidente e Lula receberam o comando do PP. No encontro, o PT liberou o PP para compor palanques duplos, mas desde que não façam campanha para eventuais adversários de Dilma. Os dois partidos têm problemas no Rio Grande do Sul, Amazonas, Minas Gerais, Tocantins e Mato Grosso.

Os petistas também cobraram que o PP oficialize o mais rápido possível o apoio à reeleição da petista. Segundo o líder do PP na Câmara, Eduardo da Fonte (PE), a consulta interna sobre a eleição presidencial só deve ser concluída no ano. "A tendência é o apoio à presidente, mas o processo de formalização só será no ano que vem."

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