A Comissão de Ética Pública da Presidência não identificou conduta irregular de cinco ministros do governo Dilma Rousseff em episódios encaminhados para a avaliação do grupo. Assim, os processos para análise da conduta ética das autoridades foram arquivados nesta segunda-feira (24).
Entre os casos analisados está o da empresa de consultoria do ministro da Saúde, Arthur Chioro. No início do mês, o PPS ingressou com representação na comissão, questionando a transferência da parte do petista na empresa para a esposa. Para o partido, a decisão não elimina conflito de interesse entre a atuação da consultoria e o novo cargo do petista. "Não está configurado o descumprimento de um compromisso moral e dos padrões qualitativos estabelecidos para a conduta da Alta Administração Federal", afirma conclusão do conselheiro relator do caso, Marcello Alencar de Araújo.
O antecessor de Chioro na Saúde, Alexandre Padilha, também teve seu caso arquivado. O PSDB apontou suposto crime de improbidade administrativa em pronunciamento nacional feito pelo então ministro sobre campanha de vacinação contra HPV, pouco antes de deixar o cargo. Padilha é o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo.
Nesse caso, a comissão de ética identificou "inconsistência da denúncia", de acordo com nota divulgada à imprensa. Na visão do colegiado, "a campanha de vacinação foi anunciada com alguma antecedência tendo em vista a complexidade de sua realização".
Os tucanos ainda questionaram junto à comissão suposta omissão das ministras Eleonora Menicucci (Mulheres) e Maria do Rosário (Direitos Humanos) diante da situação no presídio de Pedrinhas, no Maranhão. Para o grupo, no entanto, "não houve omissão das referidas secretarias".
Mais cedo, a comissão havia arquivado processo contra a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) por uso de helicóptero da Polícia Rodoviária Federal. Entre 2012 e 2013, ela utilizou aeronave da PRF em cinco ocasiões, para eventos como inauguração de obras rodoviárias e reunião com prefeitos do Estado, seu reduto eleitoral. O caso foi revelado pelo jornal "Correio Braziliense".Na reunião de hoje, o único processo aberto para análise de conduta ética, segundo nota divulgada à imprensa, foi sobre denúncia envolvendo o atual ministro do Trabalho, Manoel Dias.
A empresária Ana Cristina Aquino afirmou em reportagem da revista "Isto é" que entregou R$ 200 mil ao ex-ministro Carlos Lupi para acelerar o registro de um sindicato. Segundo ela, o esquema permanece na atual gestão.
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