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Os presidentes dos diretórios nacional e municipal do PT, deputado Rui Falcão e vereador Antônio Donato, respectivamente, apostam na dedicação da senadora Marta Suplicy ao candidato que for indicado pelo partido para disputar a Prefeitura de São Paulo. "Ela vai se empenhar na candidatura do PT independentemente de quem for o escolhido", garantiu Donato após o anúncio de desistência da pré-candidatura da senadora.

Rui e Donato acompanharam a entrevista de Marta Suplicy na tarde desta quinta-feira (03), realizada no Diretório Nacional do PT, na capital paulista. Eles só se manifestaram no final do pronunciamento da parlamentar, que deixou o local visivelmente emocionada. "Eu tenho certeza de que ela vai se dedicar. É evidente que ela queria muito, mas Marta avaliou e tomou uma decisão bastante madura no sentido de garantir a unidade do partido e de garantir o apoio dela ao governo Dilma Rousseff", afirmou Donato. "Tenho certeza de que a senadora estará na linha de frente da nossa campanha."

Para Rui Falcão, ainda não é possível dizer que as prévias para a escolha do candidato estão descartadas. "A retirada da senadora não significa necessariamente que não haverá prévias. É preciso ver o correr do processo", apontou. Segundo o dirigente, é preciso avaliar a repercussão da decisão de Marta sobre os outros pré-candidatos, os deputados federais Jilmar Tatto e Carlos Zarattini, o senador Eduardo Suplicy e o ministro da Educação, Fernando Haddad. "Há muito tempo para conversas e é muito cedo para se fazer previsões", concluiu.

Os líderes do partido admitiram que Haddad, o favorito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é o pré-candidato que reúne hoje mais apoio das lideranças da sigla, mas isso não significa que ele será, em caso de prévia, o nome da legenda para disputar a Prefeitura. "A candidatura do ministro Haddad se consolidou no processo como uma candidatura muito forte", lembrou Donato. "O melhor para o PT é ter um candidato forte", defendeu Falcão.

No entanto, o vereador recordou as prévias que definiram a candidatura de Luiza Erundina - hoje no PSB - para a Prefeitura de São Paulo, em 1988. "A maioria das lideranças estava com o Plínio (de Arruda Sampaio) ou o (Aloizio) Mercadante, e a base preferiu a Erundina. Então a gente tem que respeitar esse processo."

De acordo com Donato, as caravanas zonais realizadas pelo partido nos últimos finais de semana têm sido úteis para a criação de um clima amadurecido entre os militantes e de unidade partidária. "O ambiente de unidade deslumbra a possibilidade de o PT estar muito forte nesta eleição, como demonstra as pesquisas", considerou.

O dirigente municipal admitiu, porém, que o partido terá trabalho para fazer com que o candidato escolhido absorva os 30% do eleitorado natural do PT em São Paulo, uma vez que as pesquisas ainda apontam poucas chances dos pré-candidatos da sigla chegarem ao segundo turno. "Esperamos que com o apoio da Marta vamos chegar a esse nível de preferência (30%) no processo eleitoral e conduzir o nosso candidato ao segundo turno", disse Donato.

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