CPI da Petrobras em uma de suas passagens por Curitiba. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
CPI da Petrobras em uma de suas passagens por Curitiba.| Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

O relator da CPI da Petrobras, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), concluiu na segunda-feira (19) a leitura do resumo de seu parecer e isentou de culpa os ex-presidentes da Petrobras, José Sérgio Gabrielli e Graça Foster, além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff no esquema de corrupção na estatal.

“Acredito que não chegou ao conhecimento de todos”, declarou o relator, para quem não há evidências contra Dilma e Lula e nem do envolvimento de Gabrielli e Graça Foster.

O petista questionou as investigações da Operação Lava Jato, disse que não dá para dizer que havia dinheiro “carimbado” das empreiteiras, afirmou que não se pode questionar só contas do PT, mas do PSDB também, e atacou a criminalização da política. “Creio que houve exagero na Lava Jato”, concluiu.

O relator disse que não há provas de que doações de campanha foram fruto de desvios na Petrobras e criticou alguns investigadores que “parecem escolher seus alvos”. Ele destacou que muitas empreiteiras financiaram diversos partidos e diversos candidatos.

Em suas conclusões, Luiz Sérgio recomendou o uso de licitação na modalidade de concorrência para serviços de alto valor na Petrobras e sugeriu a criação de uma comissão para fazer mudanças na lei anticorrupção.

Sub-relator

Já o sub-relator da CPI, Altineu Cortês (PR-RJ), pediu o indiciamento de personagens já conhecidos na Lava Jato, como Pedro Barusco, Renato Duque, além de funcionários da Petrobras envolvidos nas obras do Comperj e Refinaria de Abreu e Lima (PE).

Ele também sugeriu a responsabilização de executivos de empresas envolvidas.

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