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Violência

Relator da ONU chega ao Brasil apurar denúncias contra direitos humanos

Philip Alston vai visitar os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal

  • G1/Globo.com
 
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O australiano Philip Alston, relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extra-Judiciais, chegou ao Brasil neste sábado (3) para apurar denúncias de violações de direitos humanos, ações de grupos de extermínio e violência policial.

Após a visita ao Brasil, Philip Alston vai apresentar ao Conselho de Direitos Humanos da ONU um relatório sobre o respeito aos direitos humanos no país. Nos 11 dias que ficará em território brasileiro, ele visitará os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal.

Só no Rio de Janeiro 10 organizações relataram supostos excessos da polícia fluminense no Complexo do Alemão em junho deste ano. Segundo Sandra Carvalho, diretora da ONG Justiça Global, Alston chega ao Brasil preocupado com a situação.

"Ele ficou extremamente preocupado e vem tratar com as organizações e com o governo do Rio sobre a atual política de segurança pública. Outro ponto de interessse e preocupação é o avanço das milícias nas comunidades do Rio de Janeiro", diz.

Em São Paulo, o relator da ONU pretende investigar denúncias de execuções sumárias relatadas em maio de 2006 após os ataques da quadrilha que age a partir dos presídios paulistas. Ele também vai analisar a violência contra intregrantes das forças de segurança mortos nos ataques.

Neste domingo (4) Alston estará em São Paulo e se encontrará com integrantes de entidades de defesa dos direitos humanos e familiares de vítimas da violência no Sindicato dos Jornalistas, no Centro da capital paulista.

O final da visita será em Pernambuco, onde visitará um assentamento do Movimento Sem-Terra e vai apurar ações de um grupo de extermínio. Da visita resultará um relatório sobre o respeito aos direitos humanos no país, que deverá ser apresentado na ONU em março do ano que vem.

Para Sandra Carvalho, a avaliação de relatores enviados pela ONU implica em maior responsabilidade ao país, que é membro da Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas.

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