O ex-presidente Lula publicou nesta quinta-feira (22) nas redes sociais um vídeo de fim de ano. O petista agradece aos manifestantes que foram às ruas em 2016 “para defender a democracia” e quem “vai continuar indo em 2017” para defender sua aposentadoria.
A fala traz críticas à política econômica da gestão Michel Temer (PMDB) – a área é comandada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que ocupou o mesmo cargo no governo Lula. Não houve menção à Lava Jato, nem às denúncias de corrupção na Odebrecht.
“O governo não pode só falar em corte. É preciso mudar o tom da música. O país está parado e vai continuar se o governo não mudar a política econômica”, diz Lula que, na sequência, se coloca como alternativa ao dizer que está “falando com conhecimento de causa porque já fiz isso uma vez”.
De acordo com Lula, o foco da política econômica deveria ser a geração de empregos e o crescimento do PIB com a inclusão “do povo” no processo de reconstrução econômica. “Nós já provamos que é possível o Brasil ser motivo de orgulho. Passamos 12 anos em que cada Natal era motivo de muita festa”, afirma Lula. “O povo brasileiro precisa sonhar. E somente nós juntos seremos capazes de reconstruir este país economicamente e politicamente. Que 2017 seja o ano de recuperação do nosso país”, completa o ex-presidente.
O ex-presidente também defende a antecipação das eleições. “Primeiro nós sabemos que é preciso restabelecer a democracia e só pode fazer o que estou falando um presidente que tenha respaldo popular e respaldo popular chama-se voto na urna. Portanto é preciso antecipar o processo eleitoral. É preciso que o povo volte a eleger um presidente pelo voto direto”, diz Lula no vídeo de aproximadamente três minutos divulgado em sua página no Facebook.
Veja o vídeo postado por Lula no Facebook
TCU interfere no BC no caso Master e expõe décadas de intervenção em agências
Presidente do TCU defende atuação no caso Master, mas nega reverter liquidação pelo BC
União Europeia confirma aprovação de acordo com Mercosul
Em tribunal de exceção, Moraes vai decidir se chamar Exército de “frouxo” é crime