O rodízio de veículos na capital paulista será suspenso desta segunda-feira até o dia 13 de julho, sexta. A suspensão durante as férias escolares do meio do ano não era adotada desde 1999.

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Os dados relativos ao comportamento do trânsito durante o período de suspensão serão avaliados pela Secretaria de Transportes e pela Companhia de Engenharia de Tráfego. Se não houver aumento dos índices de lentidão, a medida poderá ser prorrogada até o fim do mês.

Mesmo admitindo que o rodízio reduz a poluição, a administração municipal deixa claro que o principal objetivo do programa é melhorar a qualidade do trânsito na cidade. O problema é que o inverno tem um período de poluição acentuada, por causa do tempo seco.

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Criado durante a administração do ex-prefeito Celso Pitta, em 1997, o rodízio municipal de veículos é válido de segunda-feira a sexta-feira nos horários de pico — das 7h às 10h e das 17h às 20h. Nesses períodos, os carros são impedidos de circular pelo centro expandido de São Paulo de acordo com o dia da semana e o final da placa do veículo. Não apenas os carros com placa da capital estão sujeitos ao rodízio. Qualquer veículo que entrar na cidade ou tentar atravessá-la pelas marginais Tietê e Pinheiros tem de cumprir a restrição.

O centro expandido compreende a toda a área entre as avenidas dos Bandeirantes, Affonso Taunay, Tancredo Neves, Juntas Provisórias, Luis Inácio de Anhaia Melo, Salim Farah Maluf e Marginais do Rio Tietê e do Rio Pinheiros.

No último dia 19 de junho, a Associação Nacional de Trânsito conseguiu uma liminar na 10 Vara da Fazenda Pública, que obriga a Prefeitura a sinalizar todas as ruas que participam do rodízio. A administração municipal já anunciou que vai recorrer, afirmando ser inviável cumprir a medida no prazo estabelecido na liminar — 30 dias contados a partir do dia 19.

Segundo a Prefeitura, seriam necessárias mais de 10 mil placas distribuídas em 4 mil ruas para atender à decisão. Para que a medida seja cumprida, o custo estimado é de R$ 50 milhões.