O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta terça-feira (8) ter sido "surpreendido" com a notícia da recontratação de uma empresa terceirizada pela Casa após esta receber uma multa por não pagar salários aos servidores. Sarney afirmou que o assunto não é de sua área de atuação, mas considerou os números divulgados excessivos.

"Sobre essa questão dos terceirizados eu também fui surpreendido, uma vez que essa parte de contratação compete à diretoria geral. Se forem verdadeiros, são números excessivos", afirmou o presidente da Casa.

Na semana passada, o Senado decidiu recontratar uma empresa que foi multada pela Casa em R$ 4 milhões por deixar de pagar salários aos funcionários. A empresa atua na área de limpeza e conservação e fechou um novo contrato por um ano ao custo de mais de R$ 1,2 milhão por mês. Os salários variam de R$ 852 a R$ 5,7 mil. Além disso, o novo contrato aumentou o número de terceirizados, de 740 para 1.272.

A recontratação acontece depois de uma auditoria ter apontado excesso de servidores e sugerir cortes entre os terceirizados. Ao todo, foram auditados 34 contratos que empregavam 3,5 mil pessoas. No final, a recomendação foi de novas licitações e corte de 30% do pessoal.

A direção do Senado admite que não enxugou a folha de terceirizados. Alega que não pode reduzir salários, nem demitir. Sobre a licitação, a direção da Casa que o valor e o número de funcionários aumentaram porque foram incluídos outros serviços.

Sarney afirmou que pode haver uma correção no contrato fechado na semana passada. "Essa é uma área da primeira-secretaria. Tenho de conversar, mas não posso extrapolar as atribuições. Mas acho que necessita sim de uma correção, se esses números forem verdadeiros".

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