Alexandre Romano, ex-vereador do interior de SP. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Alexandre Romano, ex-vereador do interior de SP.| Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

O ex-vereador da cidade de Americana (São Paulo) Alexandre Romano (ex-PT) teve a prisão temporária (5 dias) transformada em prisão preventiva (sem prazo) na tarde desta terça-feira (18) pelo juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba.

Ele foi preso na quinta-feira (13), durante a 18ª fase da Operação Lava Jato. Naquele dia, o cumprimento de mandados de prisão, além de buscas e apreensões, estava relacionado à investigação da PF sobre desvio de verbas para o Partido dos Trabalhadores através de contratos entre empresas e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

O pedido de prisão preventiva foi feito pela Polícia Federal, alegando que até o mês passado foram realizados pagamentos à Consist Software, que teria repassado dinheiro a empresas ligadas a Romano. A PF também afirma que, poucos dias antes da deflagração da 18ª fase da Operação Lava Jato, Romano retirou uma mala do seu apartamento, o que evidenciaria o “desvio de provas”.

Em seu despacho, Moro escreve ainda que refuta “de antemão” qualquer questionamento quanto ao propósito da prisão preventiva. “A medida drástica está sendo decretada com base na presença dos pressupostos e fundamentos legais e para prevenir reiteração delitiva e interferências na colheita das provas”, justificou o magistrado.

Outro lado

A defesa de Romano encaminhada ao juiz federal sustenta que o delator Milton Pascowitch, que falou para a PF sobre o esquema com a pasta de Planejamento, nunca teve relação com o ex-vereador.

“Aliás, Milton demonstra ter pouquíssima intimidade com os fatos, pois declara textualmente que não sabe dizer a que título se referiam os pagamentos, mas sabe que a Consist integrava um grupo de empresas e que os valores eram pagos em razão de contratos que mantinham com o governo”, diz trecho da defesa de Romano. Os advogados, do escritório de advocacia Casagrande, de São Paulo, também afirmam que Romano nunca repassou qualquer dinheiro a João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.

Romano está preso na Superintendência da PF no Paraná, em Curitiba.

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