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Servidores impediram a entrada de outros funcionários na Assembleia Legislativa | Daniel Castellano / Agência de Notícias Gazeta do Povo
Servidores impediram a entrada de outros funcionários na Assembleia Legislativa| Foto: Daniel Castellano / Agência de Notícias Gazeta do Povo

Veja a matéria do ParanáTV sobre a paralisação dos funcionários da Assembleia Legislativa do Paraná

Servidores da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) chegaram a um acordo com a direção da casa sobre a pauta de reivindicações dos funcionários, que incluía o pagamento da Unidade Real de Valor (URV) do período entre 2002 e 2007, e voltam ao trabalho na terça-feira (19). Os funcionários se reuniram com os deputados Nelson Justus (DEM), Alexandre Curi (PMDB) e Jocelito Canto (PTB).

Justus se comprometeu a cumprir as exigências dos funcionários. Em um prazo que varia de uma semana a dez dias, vai ser definido um calendário para a realização dos pagamentos dos valores de URV.

Por meio de nota, a Assembleia informou que uma comissão dos trabalhadores e da direção da Casa vai se reunir a partir desta terça-feira (19), para analisar as reivindicações e encontrar uma forma legal de realizar o pagamento das perdas com a URV.

Acesso

O protesto dos servidores impediu o acesso ao prédio da Assembleia e cancelou a sessão da tarde desta segunda-feira (18). Apenas os jornalistas puderam entrar no local. Alguns funcionários comissionados foram barrados. Dentro da Alep, a maioria dos gabinetes dos deputados estava fechada e havia pouca gente trabalhando nos que estavam abertos. Também havia poucos deputados circulando pela casa.

Por causa do impedimento do acesso, a sessão legislativa da tarde desta segunda-feira (18) foi cancelada. Os deputados deveriam debater uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê o fim da reeleição para os cargos da Mesa Diretora da Alep.

Reivindicações

A pauta de reivindicações dos servidores foi entregue à direção da casa na tarde desta segunda. A principal exigência é o pagamento dos valores da URV. Segundo os cálculos dos funcionários, os cerca de 800 servidores deveriam receber aproximadamente R$ 36 milhões. A categoria argumenta que esse pedido se justifica porque perdeu o dinheiro do URV entre a emissão da folha e o recebimento na conta corrente, quando a inflação diminuía o valor do salário a ser recebido.

Os funcionários aceitam o parcelamento para pagamentos superiores a R$ 30 mil e não aceitam recebimento por meio de precatórios. Eles também pediram a liberação da concessão de licença-prêmio, que estaria suspensa há quatro meses, e concessão de gratificação, que não estava sendo paga.

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