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A substituição de Pedro Canedo por Sandes Junior, ambos do PP de Goiás, na véspera da votação do relatório que recomenda a cassação do mandato do presidente do partido, Pedro Corrêa (PE), provocou reação no Conselho de Ética. Sandes Junior alegou que não houve manobra política para afastar Canedo e que a substituição ocorreu devido à decisão do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), de pedir que três de seus secretários que disputarão a reeleição para a Câmara dos Deputados deixassem o governo. Segundo ele, Marconi Perillo já havia avisado que os parlamentares retomariam o mandato no dia 31.

Chico Alencar (PSOL-RJ) protestou, afirmando que o governador deveria reavaliar sua decisão e aguardar o fim dos trabalhos no Conselho de Ética, já que o prazo de desincompabilização é 31 de março, e não janeiro. O deputado lembrou que Canedo era relator do processo de cassação contra Professor Luizinho (PT-SP).

- Está virando hábito aqui neste Conselho que os conselheiros preparam o voto, fazem o relatório, mas na hora do voto são substituídos. O Conselho de Ética tem vivido essas turbulências, o que não é bom - disse Chico Alencar.

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) também reclamou da saída de Canedo e fez um apelo a Sandes Junior.

- A saída de Canedo causa dificuldade porque partidariza relações no Conselho de Ética e tem impacto negativo na independência do Conselho. Espero que não tenham sido as duas atitudes corajosas tomadas aqui pelo deputado Canedo que ensejaram sua substiuição. Que Vossa Excelência tenha aqui a mesma atitude corajosa e independente do seu antecessor - disse Delgado.

Sandes Junior negou que tenha assumido o lugar de Canedo porque este não estaria votando de acordo com a orientação do partido e prometeu votar de acordo com sua consciência. Canedo está acompanhando a sessão.

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