i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
Oeste

Suspeita de propina faz projeto ser retirado de pauta na Câmara de Vereadores de Cascavel

Ministério Público investiga um vereador e um secretário municipal por suspeita de enriquecimento ilícito. Eles teriam solicitado R$ 500 mil para acelerar votação de projeto que altera perímetro urbano da cidade

  • PorLuiz Carlos da Cruz, correspondente em Cascavel
  • 17/03/2014 15:05

O projeto para alterar o perímetro urbano de Cascavel, no Oeste do Paraná, e criar o loteamento Rivieira foi retirado da pauta de votações da Câmara de Vereadores nesta segunda-feira (17) após um pedido do Ministério Público (MP-PR). Na sexta-feira (14), o promotor Sergio Machado abriu um inquérito para investigar suposto pedido de propina para acelerar a votação desta proposta. O vereador Paulo Bebber (PR) e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Luciano Fabian, são os investigados. Na área em questão serão construídas 2.089 casas do programa Minha Casa, Minha Vida, com custo estimado em R$ 140 milhões.

A sessão foi tensa e marcada por troca de acusações entre vereadores. O projeto teve o pedido de urgência aprovado recentemente e iria ser votado nesta segunda. Mas, um ofício do MP foi lido em plenário. O documento apontava problemas formais na tentativa de acelerar a aprovação do loteamento. O promotor alega que seriam necessárias duas audiências públicas e debates com a participação da população e de associações representativas da comunidade antes dos vereadores votarem a proposta. Logo depois, foi apurado que, além disso, o MP investigava um suposto pedido de propina envolvendo o caso.

Com isso, os vereadores decidiram não votar o projeto e retirar o regime de urgência. O líder da prefeitura na Câmara, o vereador Gugu Bueno (PR), pediu vistas ao processo, o que atrasa a necessidade do plenário votar a matéria.

Segundo uma portaria do MP, o inquérito civil sobre o loteamento foi aberto para "apurar eventual ato de improbidade administrativa praticado pelo vereador Paulo Bebber e o secretário municipal Luciano Fabian, importando em enriquecimento ilícito". A investigação tem como base o artigo 9º da Lei nº. 8.429/1992, que trata de improbidade administrativa em razão do exercício de cargo público. Não há informações sobre com quem o vereador e o secretário teriam conversado para pedir a suposta vantagem.

Uma gravação, que está com o promotor de Justiça, comprovaria o pedido de propina no valor de R$ 500 mil. A reportagem apurou que, supostamente, o montante seria dividido com outros vereadores. Na manhã desta segunda-feira, alguns vereadores criticaram o que eles chamaram de interferência do MP no Legislativo. O promotor Sergio Machado foi procurado para comentar o caso, mas disse que não daria entrevista.

Em discurso no plenário, Bebber negou as acusações e disse que nunca esteve com diretores da empreiteira responsável pela obra ou com os donos da área. "Eu tenho minha conta [bancária] liberada para quem quiser, não é só para a promotoria, para qualquer pessoa", disse. Ele afirmou que renunciará seu mandato caso seja provado que ele manteve contato com as referidas pessoas.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Luciano Fabian, também negou as acusações e disse ser o maior interessado nas investigações feitas pelo MP. Ele disse não conhecer os donos do imóvel nem os empresários responsáveis pela obra e que o assunto não faz parte da sua pasta.

O caso da suposta propina também é investigado pela Polícia Civil.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

    Receba Nossas Notícias

    Receba nossas newsletters

    Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

    Receba nossas notícias no celular

    WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

    Comentários [ 0 ]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.