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O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) negou pedido de liberdade, impetrado por meio de habeas corpus, ao médico veterinário Francisco Romano Gaievski e ao funcionário público Edmundo Rafael Gaievski, que tiveram prisões preventivas decretadas na semana passada. Os dois são suspeitos de coação de testemunhas que denunciaram o ex-assessor da Casa Civil e irmão deles, Eduardo André Gaievski, por uma série de crimes sexuais. Eduardo está preso.

Os advogados de Francisco e Edmundo alegaram "constrangimento ilegal" de seus clientes por estarem na iminência de serem presos. Os dois teriam oferecido dinheiro para que testemunhas mudassem o depoimento. Por este mesmo motivo, André Willian Gaievski, filho do ex-assessor da Casa Civil, foi preso junto com o advogado Fernando da Silva Borges na semana passada. Eles estão recolhidos na cadeia pública de Realeza, no Sudoeste.

O argumento, no entanto, não foi aceito pelo desembargador Luiz Carlos Gabardo, relator do processo. No despacho judicial, ele citou a decisão de primeira instância que considerou que em liberdade os irmãos Gaievski poderiam cometer novos crimes. "Há sérios indícios de que estão procurando todas as vítimas e testemunhas dos processos em que Eduardo André Gaievski figura como réu, para que elas alterem anteriores depoimentos", havia proferido o juiz da Comarca de Realeza, Figueiredo Monteiro Neto, que determinou a prisão em primeira instância.

O delegado Sandro Spadotto Barros informou que os irmãos Gaievski continuam foragidos, com mandados de prisão em aberto. A polícia realizou buscas, mas até o momento eles não foram localizados.

* Na tarde desta sexta-feira, uma frase do despacho do juiz de Realeza foi atribuída erroneamente ao desembargador Luiz Carlos Gabardo. A informação foi corrigida logo após o erro ter sido apontado pela assessoria do TJ-PR.

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