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Câmara Federal

Verba indenizatória vai para empresas de deputado

O paranaense Dilceu Sperafico apresentou notas fiscais de um hotel e de uma rádio da família dele para comprovar os gastos. Outros quatro parlamentares também usaram do mesmo expediente

  • PorAndré Gonçalves, correspondente
  • 26/11/2009 21:09
Dilceu Sperafico: “Não cometi nenhuma ilegalidade” | Jorge Campos/Ag. Câmara
Dilceu Sperafico: “Não cometi nenhuma ilegalidade”| Foto: Jorge Campos/Ag. Câmara

Brasília - Pelo menos cinco deputados federais justificaram parte do uso da verba indenizatória a que tiveram direito em 2008 com notas fiscais de empresas que pertencem a eles próprios. Entre eles está o paranaense Dilceu Sperafico (PP), que foi reembolsado por gastos de R$ 5.150,00 em um hotel e uma rádio que pertencem à família dele. A prática não era proibida oficialmente pela Câmara dos Deputados até abril, mas o artigo 37 da Constituição determina que o gasto do dinheiro público deve obedecer aos princípios da impessoalidade e moralidade.

As informações foram divulgadas ontem pelo jornal Folha de S.Paulo. Os dados foram obtidos a partir de uma análise de 70 mil notas fiscais apresentadas pelos parlamentares no ano passado.

As suspeitas de que deputados usavam o dinheiro da verba indenizatória de R$ 15 mil mensais com as próprias empresas surgiu no começo do ano, quando uma sindicância foi aberta para apurar supostas irregularidades cometidas pelo deputado Edmar Moreira (sem partido-MG) – o mesmo que ficou famoso por ter construído um castelo no interior de Minas Gerais. A investigação apurou que Moreira gastou, entre 2007 e 2008, R$ 246 mil da verba indenizatória a que tinha direito (68% do total) com segurança pessoal. A maior parte dos recursos foi para empresas de Moreira, que atua no ramo de vigilância há duas décadas.

O parlamentar foi absolvido de qualquer acusação no Conselho de Ética, graças ao argumento de que não havia uma regra clara sobre o assunto na época. A justificativa é a mesma de Sperafico. "Como não havia essa regra de que era proibido usar empresas da família, não cometi nenhuma ilegalidade."

O paranaense foi reembolsado por gastos de R$ 1,6 mil no Olinda Park Hotel, em Toledo, no Oeste do estado. Além disso, apresentou notas da Rádio Cultura Palotinense (Nova Rádio Cultura). Sperafico admitiu que as empresas são administrados pela família dele.

Os gastos no hotel, segundo o deputado, são de diárias de dois funcionários do gabinete dele em Brasília que não tinham onde se hospedar em Toledo. "Era algo até automático, eles vinham para cá e ficavam no hotel. Era tudo preto no branco."

Quanto à rádio, Sperafico disse que o dinheiro era uma espécie de patrocínio para veicular notícias sobre a atuação política dele. "Eu tinha até um programa chamado A Voz do Deputado. Eles divulgavam e ainda divulgam as minhas matérias", explica o parlamentar, que foi coordenador da bancada paranaense no Con­­­gresso Nacional entre 2007 até o primeiro semestre de 2009.

Há duas semanas, ele foi personagem de outra reportagem publicada pelo jornal O Globo, que flagrou deputados que marcava a presença na sessão da Câmara de quinta-feira e saíam direto para o aeroporto de Brasília.

Já o texto da Folha também citou gastos da deputada Nice Lobão (DEM-MA), esposa do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Ela teria feito repasses mensais de R$ 5.727,00 à Rádio Difusora do Maranhão, que pertence à família Lobão. Os outros deputados acusados da mesma prática foram Marcelo Teixeira (PR-CE), Osório Adriano (DEM-DF) e Antônio Andrade (PMDB-MG).

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