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A vereadora Ana Maria de Holleben depôs na tarde desta quinta-feira (22) à Comissão Parlamentar Processante da Câmara Municipal de Ponta Grossa | Josué Teixeira / Agência de Notícias Gazeta do Povo
A vereadora Ana Maria de Holleben depôs na tarde desta quinta-feira (22) à Comissão Parlamentar Processante da Câmara Municipal de Ponta Grossa| Foto: Josué Teixeira / Agência de Notícias Gazeta do Povo

A vereadora Ana Maria de Holleben (sem partido) depôs na tarde desta quinta-feira (22) à Comissão Parlamentar Processante (CPP) da Câmara Municipal de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, sobre a suposta quebra de decoro parlamentar dela ao forçar um sequestro para não participar da eleição da Mesa Diretiva da Casa em janeiro deste ano. Mas, o rápido depoimento dela não esclareceu nada, segundo os vereadores que entrevistaram a parlamentar com as portas fechadas a população e a imprensa. Ela falou por cerca de 25 minutos e saiu apressada tentando driblar a imprensa.

Com isso, ainda não está claro o rumo que a CPP dará ao caso da vereadora. A leitura do relatório final e a votação sobre o destino da vereadora deve acontecer até dia 30 de agosto. Caso isso não acontecer até essa data, o processo pode ser arquivado.

Ana Maria faltou a primeira convocação no dia 15 de agosto e apresentou atestado médico para justificar sua ausência. Dessa vez, a vereadora chegou a sala de reuniões da Câmara por volta das 16h05 com aparência tranqüila. À portas fechadas, a parlamentar mudou de assento. Durante a oitiva, Ana gesticulou e chegou a alterar a voz. A vereadora também se recusou a assinar o primeiro documento entregue a ela com o teor de suas declarações.

Depois de algumas "correções de erros de português" ela assinou o novo texto e saiu apressada da sala tentando driblar a imprensa. "Estou ficando muito nervosa com esse assédio. Faz oito meses e isso está me fazendo mal. Não posso mais com isso. Não me acostumei", declarou.

A vereadora disse que sua fala foi rápida porque ela apenas ratificou seu depoimento anterior, dado a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), em abril. "Ainda temos as alegações finais e ainda não conversei com meu advogado sobre essa possibilidade [de entrar com processo de nulidade]".

O presidente da CPP, vereador Márcio Schirlo (PSB), explicou que Ana foi a última a ser ouvida e a defesa tem um prazo de cinco dias corridos para protocolar as alegações finais. Só depois do encerramento deste prazo (terça-feira, 27), é que a Comissão começa a confeccionar o relatório final.

Schirlo revelou que a vereadora respondeu a todas as questões feitas pela Comissão, mas não houve nenhum fato novo. O advogado de defesa de Ana Maria, Davi Alessandro Donha Arteiro, disse que vai analisar todo o processo e protocolar as alegações finais dentro do prazo estipulado. "São mais de 1.500 páginas que terão que ser analisadas".

Sem tempo

A conclusão da CPP precisa ser lida e posta em votação até o dia 30 de agosto para que a decisão seja publicada no Diário Oficial no dia 31 (sábado). Caso os prazos não sejam cumpridos, todo o processo pode ser arquivado. "Vai dar tempo! O tempo hábil depende do empenho e do esmero da CPP no seu trabalho. Assim que a defesa protocole as alegações, começamos a analisar e confeccionar o relatório", frisa Schirlo.

A votação, que define pela cassação ou não da vereadora, será aberta. A decisão foi tomada pelo presidente da Casa, Aliel Machado (PC do B) depois de reuniões com o departamento jurídico.

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