O vôo 3054 da TAM saiu do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, com 100% dos assentos ocupados e uma criança de colo. Esta foi a explicação do executivo Alberto Fajerman para que o Airbus 320 levasse 186 pessoas. Segundo ele, a aeronave tem 174 assentos para passageiros, seis para tripulantes e outros seis em condições de transporte de pessoas que não são comercializados - o que significa 185 assentos disponíveis
Segundo ele, havia total condição de 'navegabilidade' para todos os passageiros e tripulantes, incluindo o bebê, pois a aeronave tem máscara de oxigênio para crianças de colo.
As informações disponíveis sobre o Airbus 320 são de que a sua capacidade é para 174 pessoas, mas a TAM afirmou que há configurações diferentes, como era o caso da aeronave que explodiu nesta terça-feira em Congonhas, depois de derrapar na pista.
A TAM confirmou nesta manhã que 186 pessoas estavam a bordo do Airbus 320, das quais seis eram tripulantes. Segundo o comando da Aeronáutica, dentro de 30 dias devem ficar prontas as análises da caixa preta da aeronave, encontrada durante a madrugada desta quarta. Na caixa estão gravações das conversas dos pilotos e de dados do vôo e da aeronave, incluindo até mesmo posição do manche, velocidade, rotação do motor e funcionamento de equipamentos.
Segundo especialistas, essas informações são suficientes para determinar as causas do acidente. Há informações de que o Airbus 320 da TAM pousou com velocidade excessiva em Congonhas e, por isso, não teria conseguido frear dentro do limite da pista. Outros questionamentos são sobre o peso e o tamanho da aeronave. De acordo com a companhia aérea, o Airbus 320 está dentro das especificações para operar na pista principal de Congonhas.
O Corpo de Bombeiros já retirou dos escombros do prédio da TAM Express 173 corpos de vítimas do acidente com o vôo 3054, que explodiu nesta terça-feira dentro do galpão, depois de pousar na pista nova do aeroporto de Congonhas, derrapar e cruzar a Avenida Washington Luiz sem tocar o asfalto. Nove foram identificados no IML.
O acidente já é a maior tragégia da aviação brasileira e ocorre 10 meses depois do acidente com o boeing da Gol, que matou 154 pessoas, depois de explodir no ar, atingido por um jato Legacy.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, os trabalhos de resgate das vítimas devem terminar hoje. A identificação deve levar mais tempo, já que a temperatura pode ter atingido perto de 1000 graus Celsius, carbonizando corpos.
O Aeroporto de Congonhas voltou a operar nesta quarta. O primeiro vôo decolou 6h54. Apenas apenas auxiliar está em operação. Ela é mais curta do que a principal, onde ocorreu o acidente, e não permite aviões de grande porte ou com peso excessivo.
A tragédia fez a Defesa Civil interditar 27 imóveis do entorno durante a madrugada.
A tragédia do vôo 3054 foi anunciada. Um dia antes, um avião da Pantanal também não conseguiu frear e derrapou na pista molhada . Parou na lama, sem feridos.
Testemunhas dizem que viram as pessoas se jogarem do prédio e foram tomadas pelo sentimento de impotência, de nada poder fazer.
- O sentimento de todos é que havia muitas pessoas morrendo no meio daquele inferno, e não dava para salvá-las - disse o jornalista Joel Leite.
Apenas depois de meia-noite começaram a ser retirados corpos da aeronave. Os feridos, atendidos em hospitais da capital, eram 16 - a maioria gente que estava no galpão da TAM Express.
Parentes das vítimas começaram a chegar nesta quarta-feira a São Paulo para ajudar na identificação dos corpos. O clima era de desespero e muito choro durante a viagem. No Aeroporto de Congonhas, as pessoas eram levadas para uma conversa com legislas do IML, onde eram orientadas a ajudar na identificação com informações como objetos, tatuagens, arcada dentária e tipo sanguínio.
Em Brasília, a CPI do Apagão Aéreo decidiu investigar as causas do acidente.
Também o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil do estado abriram inquérito para investigar o acidente, que ocorreu fora do limite do aeroporto.
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