Flavio Rocha, presidente das Lojas Riachuelo, em entrevista ao blog A Protagonista | Foto:

Presidente das Lojas Riachuelo, Flavio Rocha afirma que, embora os eleitores tenham “amadurecido”, o cenário eleitoral enfrenta um “vácuo político” sem candidatos “coerentes” — que sejam liberais na economia e conservadores no costume.

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A esquerda, apesar de ter ideias erradas, tem coerência. Do nosso lado, estranhamente, há um vazio, mesmo em um ambiente de 35 partidos, com dezenas de projetos políticos e com todas as combinações exóticas: direita na economia e esquerda nos costumes, direita nos costumes e esquerda na economia.

Fundador do “Movimento Brasil 200”, manifesto que reúne empresários em defesa de uma agenda político-econômica liberal, Rocha diz, em entrevista à Protagonista, que “o eleitor está descobrindo que o conflito é entre quem produz e quem parasita”.

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Cotado pelo deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) para sair como vice-candidato ao Planalto, o empresário afirma que o parlamentar tem enfrentado uma “agenda espinhosa” e “tem tocado em temas que ninguém da política ousa tocar” — como a redução da maioridade penal e a “vitimização do bandido”. Apesar disso, alega que os dois têm diferentes visões econômicas.

Na área dos costumes, o deputado Jair Bolsonaro tem prestado um serviço ao Brasil colocando em pauta temas tabus, mas, na área da economia, eu acho que é fundamental, para consertar o país, seguir o bom exemplo da liberdade econômica.

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Crítico ao intervencionismo do Estado na economia, Rocha defende que a hiper regulação econômica faz com que os recursos sejam mal alocados e sustenta que, hoje, a maior parte das decisões empresariais no país é tomada de acordo com a burocracia.

É norma para tudo, é regra para tudo. Quando você tem norma demais, você deixa o juiz sábio, que é o livre mercado, no banco de reservas. Cada nova norma é uma ressalva ao livre mercado. No Brasil, eu costumo dizer que o carrapato já é maior que o boi. Quando isso acontece, os dois morrem.

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Contrário a programas de transferência direta de renda, como o Bolsa Família, Rocha diz que a inclusão social se dará a partir da “liberação do potencial de geração de riquezas das pessoas”, aproveitando talento e esforço individuais.

Existem pessoas que acreditam que a resposta [ao sofrimento humano] é via caridade estatal. O Estado é ineficiente em tudo e, particularmente, na caridade. A miséria é matéria-prima para o esquerdismo.