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O governo do presidente Jair Bolsonaro está para entrar no sexto mês de vigência. Até o momento, poucos avanços efetivos para trazer o Brasil de volta ao eixo econômico e social. Mas, por outro lado, não faltaram micos, xingamentos e ofensas.

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Muito além do Twitter e outras redes sociais, o governo Bolsonaro precisa olhar o Brasil como uma estrutura única, sem ideologias ou time. Governar para todos os brasileiros e não apenas seus eleitores, é uma tarefa essencial.

Essa é a opinião de Andrea Matarazzo, político paulistano que tem lugar de fala nesse assunto. Isso porque foi secretário, ministro e embaixador de dois ex-presidentes: Itamar Franco (secretário de Política Industrial), e Fernando Henrique Cardoso (ministro-chefe da Secretaria de Comunicação de Governo da Presidência da República e embaixador do Brasil na Itália).

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Para Matarazzo, o que se vê é uma grande instabilidade. "Tem uma coisa um pouco exótica: o governo não tem oposição, pois o próprio governo faz oposição a ele mesmo", afirma.

E ainda questiona: "Quem cria problemas? O próprio presidente, seus filhos e o pessoal mais ideológico. É como se estivessem sempre provocando. Há um inimigo imaginário, coisa criada na eleição, mas a eleição já acabou", aponta o político paulistano.

Outro ponto de desgaste, na análise dos primeiros meses do governo Bolsonaro, está na relação com o Congresso Nacional. "Confrontar o parlamento não é bom. Jânio, Collor e Dilma fizeram isso e não deu certo. É um poder importantíssimo para se ter ao lado", relembra Matarazzo.

O político ainda cobra mais efetividade na área da educação. "Um dos males do brasil é a péssima educação que sempre tivemos. Foram seis meses de governo sem discutir o que realmente importa. Só se discute as questões acessórias, como escola com partido, sem partido, se é corte ou contingenciamento, ou embates entre ministro e deputados", enumera.

Confira a entrevista completa com Andrea Matarazzo, ex-ministro do governo FHC, ao programa 'A Protagonista'.

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