A jornalista Denise Campos de Toledo falou ao Imprensa Livre.| Foto: Reprodução

Por Guilherme Macalossi

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Denise Campos de Toledo é, hoje, uma das jornalistas de economia mais influentes do país. Com coluna diária na rádio Jovem Pan, tem se dedicado a analisar a crise pela qual o Brasil passa e também as soluções que surgem no horizonte, principalmente em relação ao conjunto de reformas que estão sendo debatidas pelo Executivo e pelo Legislativo.

Na conversa com Alexandre Borges no Imprensa Livre, ela afirmou que a crise fez com o jornalismo econômico se tornasse alvo de maior atenção por parte do público:

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“É curioso que você tem muitas críticas em relação ao jornalismo em geral, mas o jornalismo econômico que tem chamado muito mais atenção porque a gente passou por uma recessão. Você passou por uma situação de desemprego, por grandes mudanças econômicas e é curioso que, naquela época em que a gente tinha aqueles planos mirabolantes como congelamento e tudo, as pessoas até liam, mas era muito mais restrito”, disse.

Em virtude desse contexto, Denise considera que a “necessidade geral de informação aumentou”. Ainda assim, mesmo nesse campo do jornalismo, segundo ela, há a contaminação da polarização política. “Também o jornalismo econômico está sendo alvo desse radicalismo. (…) E quando você tem uma posição crítica (…) a análise que você faz que a economia não está bem, é como se tivesse uma conotação ideológica. É como se a gente estivesse torcendo contra ou a favor (do governo)”, sustentou.

Denise citou, ainda, que isso já acontecia na época de Dilma Rousseff e do PT, quando a crise mais séria estava sendo formada. “A gente sabia que em algum momento ia dar errado, porque tinha um brutal desequilíbrio fiscal, o desemprego e o consumo eram sustentados por condições artificiais, as pessoas estavam muito endividadas e houve esse estímulo ao endividamento, ao consumo exagerado. (…) A gente criticava naquela época e muita gente falava que era pessimismo”. Agora, no início do governo Bolsonaro, parece não ser diferente: “No começo do ano, por exemplo, que estava aquela empolgação toda, aquele embalo do governo Bolsonaro, que tinha uma adesão muito grande, e a gente alertava: não está tudo isso, não vai corrigir rápido”, afirmou.

“É cobrança ou para um lado ou para o outro, como se você tivesse que escolher: ou é aquele ou o outro. E não é", completou a jornalista.

Assista aqui a entrevista completa com Denise Campos de Toledo. Ela também falou sobre o papel do governo Temer no viés econômico, as perspectivas para o país e também a forma como o jornalismo tem lidado com as Fake News.

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