
A cada dia que passa, descobrimos mais estragos causados por Daniel Vorcaro e pelo Banco Master. A Polícia Federal executou seis mandados de busca e apreensão no município paulista de Santo Antônio da Posse; R$ 13 milhões do fundo de previdência do município, dinheiro dos funcionários municipais, estavam no Master. Cinco diretores foram alvo de busca e apreensão para apurar se houve propina ou alguma outra ilegalidade; se a PF foi até lá, é porque há indícios muito sérios.
Em Brasília, Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília, que estava comprando o Master junto com o governador Ibaneis Rocha e está no presídio da Papuda, quer ser transferido para outra prisão, para fazer uma delação. Ele está disposto a contar tudo, e isso vai envolver muita gente em Brasília. Ibaneis, muito prevenido, já sumiu; ele já tinha se afastado do governo para ser candidato ao Senado, mas essa candidatura, pelo jeito, já era.
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Continuam achando que vamos produzir a mesma quantidade de riqueza trabalhando menos
Passou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara o fim da escala 6x1. Vamos trabalhar menos, 40 ou até 36 horas semanais em vez de 44. Passou em votação simbólica. Acho que a oposição está julgando que será bom discutir isso na campanha eleitoral, para ressaltar o absurdo de se imaginar que vamos trabalhar menos ganhando a mesma coisa. O empregador vai pensar: “por que eu vou pagar por horas que não foram trabalhadas?” Ele vai ter de aumentar o preço do que produz ou do que vende; não há outra saída. O povo todo vai pagar essa conta nos preços, ou a economia não resiste. Não há almoço grátis, não há como trabalhar menos, vender menos, produzir menos e ter o mesmo resultado. É impossível.
Essa discussão interessa ao país inteiro. A mudança na jornada afetará a economia como um todo, especialmente os empregos e salários. Será que uma empresa, para sobreviver, terá de demitir todo mundo e contratar quem aceitar receber menos para fazer aquele mesmo serviço?
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Xingar o presidente dos Estados Unidos é coisa de república de bananas latino-americana
Em mais um vexame para o Brasil, nosso presidente imita Nicolás Maduro nos xingamentos a Donald Trump. Já repararam que o russo e o chinês não fazem isso, só o latino-americano? Abaixa o nível, pega mal. E Lula, nesta viagem pela Europa, criticou os Estados Unidos até pela a invasão do Iraque, porque alegaram que Saddam Hussein tinha armas químicas, mas não tinha. Mas George W. Bush confidenciou a Lula no fim de 2002 que iria invadir o Iraque, e Lula não disse nada. Foi em um encontro na Casa Branca, e uma pessoa, que estava presente nesse encontro, me fez o relato: “Bush confiou em Lula dizendo: ‘Nós vamos invadir o Iraque. Não se meta. Mas a gente não se mete também com o Chávez. Lide você com Chávez’’. O Brasil acabou ficando amigo de Chávez e, depois, de Maduro, dando um vexame atrás do outro na política internacional.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Alexandre Garcia começou sua trajetória no jornalismo na década de 70. Trabalhou na Globo, onde passou pelos principais telejornais da emissora. Hoje atua como comentarista em 32 jornais e 210 rádios. É um dos nomes mais respeitados da imprensa brasileira, por sua expertise e opiniões contundentes, exercendo grande influência na mídia nacional. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



