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Possível delação

Ex-presidente do BRB troca defesa e nomeia especialistas em delação premiada

Ex-ministro da Justiça do Governo Dilma e professor de Direito Penal passam a integrar defesa de Paulo Henrique Costa.
Ex-ministro da Justiça do Governo Dilma e professor de Direito Penal passam a integrar defesa de Paulo Henrique Costa. (Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF)

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O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) decidiu trocar sua defesa nesta quarta-feira (22), mesmo dia em que iniciou, no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento que pode confirmar sua prisão preventiva. A equipe da Lopes de Oliveira Advogados, liderada pelo advogado Cleber Lopes, foi substituída pelos criminalistas Eugênio Aragão e Davi Tangerino, ambos considerados especialistas em delação premiada.

Aragão é vinculado ao PT, tendo exercido o cargo de ministro da Justiça durante dois meses no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. Antes disso, foi vice-procurador-geral Eleitoral, sendo sucedido por Nicolao Dino, irmão do ministro Flávio Dino. Depois da passagem pelo governo Dilma, Aragão ainda foi advogado nas campanhas presidenciais petistas de 2018 e 2022.

Já Tangerino é professor de Direito Penal na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), mesma instituição em que leciona o ministro Luiz Fux. Sua experiência profissional inclui ainda a atuação no gabinete do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski. Seu currículo inclui ainda a defesa de empresas dos setores de tecnologia, óleo e gás.

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O jornal O Globo apurou que a troca é uma estratégia para evitar um possível conflito de interesses em uma eventual delação premiada. Ocorre que Cleber é advogado do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB), que poderia surgir nas declarações de Costa.

O ex-presidente do BRB é acusado de receber propina do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para facilitar a venda de ativos fraudulentos. Ao todo seriam seis imóveis avaliados em R$ 146,5 milhões. Vorcaro, porém, paralisou a operação após saber das investigações. Com isso, cerca de R$ 74,6 milhões teriam sido efetivamente pagos.

O movimento é idêntico ao realizado por Daniel Vorcaro. O banqueiro trocou Pierpaollo Bottini pelo criminalista José Luiz de Oliveira, que já atuou na delação do ex-presidente da construtora OAS, Leo Pinheiro, na Operação Lava Jato, além de defender o ex-ministro José Dirceu no caso do mensalão e o ex-ministro Braga Netto na ação sobre suposto golpe de Estado.

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