Formação militar em comemoração ao Dia do Soldado, em Brasília: Forças Armadas cumprem papel estabilizador nas democracias.
Formação militar em comemoração ao Dia do Soldado, em Brasília: Forças Armadas cumprem papel estabilizador nas democracias.| Foto: Exército/Flickr

Em uma sexta-feira da Paixão a gente constata, com base nos números mundiais da pandemia, que o registro de mortes de Covid-19 no Brasil equivale a um terço das mortes pela doença no mundo. É muita coisa!

A maioria dos óbitos está concentrada em São Paulo. Desde o início da pandemia foram 75 mil no estado, 37 mil no Rio de Janeiro, 24 mil em Minas Gerais e 19 mil no Rio Grande do Sul.

A parte boa é que a taxa de recuperação no Brasil está mais alta que a mundial. A média mundial de recuperação é de 80,6%, enquanto no Brasil 87,5% dos infectados se curam da doença. Nós precisamos perguntar por que isso acontece.

Não há inquietação nos quartéis

A Bolsa de Valores não reagiu à chamada crise militar. Agora quem inventou isso começou com outra história. Desta vez estão falando que os novos comandantes das Forças Armadas estão apaziguando a tropa.

Falam isso como se os militares estivessem inquietos, mas eles não estão. Não é como se as tropas estivessem em guerra para serem pacificados. Tanto porque essa transição é feita em todos os quartéis a cada dois anos.

É preciso haver essa troca de comando porque se em uma guerra o líder morrer é preciso que haja outro pronto para o substituir. Há um rodízio em comandos de região, do Exército, dos departamentos do Exército e dos quartéis.

Inventaram que Jair Bolsonaro queria as Forças Armadas para dar um “golpe”. Quando é exatamente o contrário: o presidente prestigia as Forças Armadas para evitar que se rasgue a Constituição.

Parece que hoje em dia tudo que a Constituição proíbe as pessoas fazem e vice-versa. Como acontece com o direito de ir e vir, de liberdade de expressão, da inviolabilidade do mandato parlamentar, inversão de sentenças...

As Forças Armadas existem para dar estabilidade à democracia, garantia aos poderes constituídos, para garantir a lei e a ordem e para defender a pátria. É por isso que o presidente da República, como comandante supremo, tem as tropas preparadas.

Tudo isso é para evitar que alguém com ideias totalitárias, censuradoras, que acredite em prisões arbitrárias de jornalistas e deputados, em soltura de pessoas corruptas ou até quem quer impedir que os outros trabalhem. Quem acredita em ideias assim sabe que as Forças Armadas são uma barreira contra os totalitarismos. Elas são a garantia da democracia.

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