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Alexandre Garcia

Alexandre Garcia

Reabertura dos Poderes

O discurso de Lula para um STF de imagem cada vez mais decadente

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Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal (STF). (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Ontem foi a reabertura dos trabalhos do Poder Judiciário, do Supremo e do Congresso Nacional. Eu já disse aqui e vou repetir, você que é dono de loja, de indústria, você fechou ou você continua pagando imposto? Pois é, você continua trabalhando. Na democracia não há alguns que sejam mais iguais que os outros. Alguns são eleitos, são escolhidos para pilotar o Estado brasileiro para servir àqueles que pagam impostos, só pra gente lembrar. Lula não foi à reabertura do Congresso. Ele foi à reabertura do Supremo, onde deu uma manchete para agência oficial, que eu até interpretei diferente do que ele queria dizer.

Lula no Supremo, código de ética na gaveta

A manchete diz: ”Brasil é maior que golpistas”. Lula disse isso. Ele disse que a esperança é renovada, porque o Brasil é maior do que golpistas ou traidores da pátria. Os golpistas deram golpe de R$ 42,8 bilhões na Petrobras, lá no Petrolão. E são traidores da pátria porque querem usar empresas estatais ou de economia mista, que são do Estado brasileiro, que são do povo brasileiro, não há dúvida. E a novidade lá do Supremo é que Fachin escolheu Carmen Lúcia para ser a relatora de um código de ética. É só importar o código de ética da OAB de São Paulo e está tudo resolvido. Fachin reconhece os erros. É coisa que eu já falei para vocês, é que ele disse que agora é preciso fidelidade absoluta à Constituição, clareza de limites e responsabilidade institucional. Reconheceu tudo o que está faltando. 

Lindbergh sai, Uczai entra

Lula não foi à reabertura do Congresso. Nem valia a pena ouvir os discursos mesmo. Tudo discurso do óbvio, principalmente do Alcolumbre. Mas a novidade é na Câmara dos Deputados, quando Lindbergh Faria – com o qual o presidente da Câmara disse que não conversaria mais –, sai da liderança do PT, e entra um catarinense, formado em teologia, o deputado Pedro Uczai. Ele já está, acho que no terceiro ou quarto mandato, há 15 anos na Câmara dos Deputados. Começou na política em 1995, como deputado estadual, já foi prefeito de Chapecó. Então, tem muito mais experiência lá. 

R$ 10 trilhões de dívida

Bom, mas o que eu queria falar para vocês também é questão do nosso dinheiro, dos nossos impostos. O déficit do Governo Federal chegou a R$ 61,690 bilhões. Os estados e municípios tiveram superávit, e aí diminuíram o déficit das contas públicas em R$ 9,5 bilhões. Foi superávit dos estados e municípios, dando lições para o governo federal capitaneado por Lula e Haddad. As contas externas tiveram um déficit de R$ 68,8 bilhões. A dívida pública está em R$10 trilhões, quase 78,7% do PIB. A dívida pública da Argentina de Milei, fechou o ano, a nossa, foi 78,7% de tudo que se produz no Brasil. A deles, 48% de tudo que se produz na Argentina. 

Bachelet, Toffoli e os nossos impostos

Por falar em Argentina, a Michelle Bachelet foi indicada pelo México e Chile para ser secretária-geral da ONU. A partir do ano que vem, Lula já disse que vai apoiar. O pessoal da Argentina tá achando graça. Eu acho que merece, merece graça mesmo. 

Bom, eu queria falar sobre o Toffoli porque o Estadão, na primeira página de ontem, está mostrando que ele agiu como promotor e não como juiz (ele está imitando o Moraes, né?), nas perguntas que redigiu para serem feitas ao diretor de fiscalização do Banco Central, na tal acareação extemporânea, tal como o sujeito lá do TCU, o ministro Jhonatan de Jesus, agiu com preconceito em relação à fiscalização do Banco Central. Mostra parcialidade. Está lá na primeira página do Estadão. São os compromissos com o Vorcaro, financeiros e sociais, de ministros do Supremo. Sigilo, blindagem, censura às redes, pagamento de propina para mídia. Propina, né? Propaganda. Pois é, foi ato falho meu.

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As vendas de sentenças, a advocacia administrativa, imposição de medo com condenações absurdas, tudo são armas daqueles que usam os nossos impostos, encharcados pelo nosso suor, para continuar metendo a mão. É uma laia que usa os nossos impostos, não para nos servir, mas para se servirem, só para a gente pensar a respeito em ano eleitoral.

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