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Ministro do Supremo Edson Fachin.
Edson Fachin, ministro do Supremo, arquivou o inquérito contra Wagner| Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

O juiz relator da Lava Jato, Edson Fachin, não deu folga nesse início de ano para grandes figuras do PMDB, agora MDB. Prorrogou por 60 dias o inquérito que está investigando propinas recebidas da JBS para que esses grandes próceres do MDB apoiassem Dilma na eleição de 2014.

São eles: Renan Calheiros, Jader Barbalho, o filho dele que é governador do Pará, Helder Barbalho, o ex-governador do Amazonas Eduardo Braga, e o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Vital do Rêgo, que era deputado. A coisa é assim: o sujeito era deputado, daí não é reeleito e os seus companheiros o nomeiam para o TCU.

Integralista

Além disso, atacaram o Porta dos Fundos por ter feito aquele filmete sobre Cristo que seria gay, atacaram com coquetel molotov, uma bomba incendiária, e identificaram um dos suspeitos: Eduardo Fauzi Cerquise. Ele já esteve preso, por violência e agressões. Ele é presidente da seção do Rio de Janeiro da frente Integralista Brasileira. Eu já assisti, quando era menino, discursos do Plínio Salgado, líder integralista, e tenho certeza que ele morreria de vergonha de gente como essa.

Represália

Por outro lado, tocaram fogo na estátua da Liberdade da loja Havan de São Carlos, em São Paulo. Literalmente agrediram a liberdade. Eu acho que é represália ao fato de o dono da Havan, Luciano Hang, ter feito navegar no ar uma faixa dizendo “Lula cachaceiro, devolve meu dinheiro”. Entraram na Justiça, inclusive, para cancelar essa faixa, mas o juiz não concedeu a liminar e a faixa continua. Eu acho que foi uma espécie de retaliação, de vingança, que precisa ser investigada sem a menor dúvida.

Do Japão para o Líbano

E um outro fato ligado a questão policial: o brasileiro que foi presidente da Renault, da Nissan, da Mitsubishi, Carlos Ghosn, fugiu. Ele estava preso no Japão, depois a prisão foi convertida em prisão domiciliar e, se não me engano, estava de tornozeleira eletrônica. Ele sumiu do Japão e acabou no Líbano. Isso daí dá filme porque deve ter sido uma coisa muito bem planejada porque não é fácil o sujeito sair do Japão.

Ele não deve ter saído de um dos grandes aeroportos de Tóquio. Deve ter saído de uma pequena pista em alguma cidade do Japão e deve ter ido, digamos, para a China, talvez, em grande esquema. O fato é que ele desembarcou no aeroporto de Beirute num avião da Turkish Airlines e agora está no Líbano sem tratado de extradição para o Japão, onde ele estava processado acusado de desvios de recursos da Nissan, como presidente da grande empresa automobilística japonesa.

A força do DPVAT

E, por fim, como estamos falando de dinheiro: esse DPVAT é forte. Bolsonaro não conseguiu extingui-lo. A medida provisória do Bolsonaro não foi votada e caducou. Aí foi reduzido o prêmio do DPVAT: de carro, passou de R$ 16,21 para R$ 5,23; de moto, de R$ 84,58 para R$ 12,30. E reduziram para aproveitar o que está sobrando da diferença entre o prêmio que cobram da gente – e gente paga obrigatoriamente – e a as indenizações pagas, que são pequenas. São R$ 5,8 bilhões. Mas o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Tófoli, que está de plantão, deu ganho de causa para líder desse DPVAT e não permitiu a redução. Esse pessoal é forte.

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