
No dia da primeira prisão de Daniel Vorcaro, ele mandou mensagens para um telefone do Supremo – é certo que o número era do STF, isso já foi esclarecido pela CPMI do INSS. E quem estava com aquele telefone do Supremo respondeu com um formato de mensagem típico de quem precisa esconder algo: mensagens de visualização única, que se apagam depois de serem lidas. Vorcaro perguntou se o dono do outro telefone “conseguiu bloquear”. O banqueiro ligou para esse número do STF desde cedo, quando soube pelo serviço de espionagem digital dele que seria preso. Passou o dia inteiro ligando, esperando que alguém bloqueasse sei lá o quê, e depois pegaria o jatinho para o Oriente Médio.
O presidente da CPMI fez um ofício, que eu vi, datado de 19 de março, para Desdêmona Arruda, diretora-geral do Supremo, perguntando quem está com esse telefone funcional do Supremo. O prazo dado pela CPMI já terminou, mas até agora não se tem notícia da resposta. Talvez ela tenha respondido e a informação está mantida em sigilo absoluto. Sempre lembro que no artigo 2.º da Constituição é o Legislativo que aparece como o mais importante dos três poderes, enquanto o Supremo vem em terceiro, porque não tem voto. É o Legislativo que representa o povo, e o povo é a origem do poder.
Escritório de advocacia de esposa de ministro do STJ entra na lista das movimentações “atípicas”
Falando de tribunais superiores, vocês se lembram do ministro do STJ Marco Buzzi, afastado depois de uma denúncia de assédio contra uma moça de 18 anos, no mar, em Balneário Camboriú. O Estadão publicou que o escritório da mulher dele, a advogada Katcha Buzzi, é reincidente em “movimentações atípicas” segundo o Coaf. A movimentação média normal do escritório – ela diz que já se desligou, mas a movimentação é de 2024 – era de R$ 58 mil por mês, mas em dezembro de 2024 foi de R$ 2,625 milhões. É mais um caso que nos faz pensar que essas tais “movimentações atípicas” (que eufemismo!) estão bem espalhadas no Judiciário.
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Ex-presidente do BRB pegou R$ 1,8 milhão em empréstimos do banco que comandava
Quem também tem movimentação bancária estranha é Paulo Henrique Costa, que era o presidente do BRB quando o banco estatal do Distrito Federal iria comprar o Master. O governador Ibaneis Rocha mobilizou toda a bancada governista e conseguiu aprovar a compra, mas agora diz que a culpa da situação atual do BRB é da oposição; é claro que a oposição não tem nada com isso, ela estava contra a compra – mas vale tudo para tentar enganar as pessoas.
Agora ficamos sabendo que o então presidente do BRB, nomeado pelo governador, tinha tomado empréstimos pessoais no próprio banco que ele presidia, e está devendo R$ 1,78 milhão. Se fosse um banqueiro privado, dono do banco, ele poderia pegar dinheiro do seu banco e ninguém teria nada com isso. Mas o Banco de Brasília não é do seu presidente, embora ele tenha agido como se fosse o dono. Ele que tomasse dinheiro na Caixa Econômica Federal, ou em outra instituição; o único banco onde ele não poderia pegar dinheiro é o que ele está presidindo. É um banco público, e o presidente do banco é servidor do público.
Multa de R$ 500 mil a família mostra que ditadura sanitária segue firme
Uma família no Paraná foi condenada a pagar uma multa de meio milhão de reais por não ter vacinado os filhos contra a Covid. Vai passar fome se tiver de pagar isso tudo; já entraram na casa deles procurando bens para penhorar. O casal tem dois filhos, de 10 e 12 anos, que não tomaram aquela injeção que supostamente serve para evitar Covid, mas não evita o contágio e ainda tem efeitos colaterais graves, como está avisado na bula da Pfizer. Os pais preocupados devem ter lido a bula e pensado “não, meu filho não vai tomar”. E foram multados em R$ 300 por dia, mas, como a tal recusa vem de longe isso, a multa já está em R$ 500 mil. O Brasil é o único país do mundo que faz isso.
Lula foi batizar caça e conferir o que a Embraer anda criando
Lula batizou o primeiro caça Gripen produzido no Brasil. “Gripen” é grifo, são aquelas aves de rapina que estão, por exemplo, na Notre Dame de Paris. A negociação com a sueca Saab é para 36 caças, e 15 deles serão feitos aqui, em uma joint venture entre Saab e Embraer para fabricar esses aviões em Gavião Peixoto. O primeiro ficou pronto, Lula foi batizá-lo e também teve a chance de ver um carro voador feito no Brasil pela Embraer. Tem dez motores elétricos: oito para manter o veículo sustentado no ar, e dois para fazer a propulsão, ou a tração. Não sei quantos lugares tem, imagino que ele pode ser adaptado à necessidade. E já tem muitas encomendas
A subsidiária da Embraer que está fazendo esse veículo voador é a Eve Air Mobility. Tem nome estrangeiro para atingir o mundo todo. A Embraer, inclusive, botou um X no fim do nome da sua divisão de inovação: ficou EmbraerX, como já se quis fazer com a Petrobras, transformando em Petrobrax, mas não deu certo. Perderam a oportunidade de pegar o primeiro nome registrado do Brasil, “Braxil” com X, que aparece em uma carta náutica de 1424. Só para sabermos que Portugal apenas mandou Cabral para chantar os marcos, como aqueles em Touros e em Cananeia, para dizer “isso aqui é nosso, já descobrimos isso há muito tempo, está lá registrado no mapa”.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos








