Presidente do União Brasil, Luciano Bivar, negou relação com o incêndio que atingiu casa de eleito há duas semanas, Antônio Rueda.| Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
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Surpreendeu todo mundo esse jantar na noite de terça-feira, no apartamento funcional do deputado tenente-coronel Luciano Zucco (PL-RS). Em torno de uma mesa, de uma boa conversa, estavam o presidente da Câmara dos Deputados, um presidente de poder, Arthur Lira (PP-AL); o governador do estado mais importante do país, Tarcísio de Freitas; e o ex-presidente da República Jair Bolsonaro, além do anfitrião e do líder do PL na Câmara dos Deputados, deputado Altineu Cortes. O que saiu de prático da conversa foi o projeto de lei de Zucco – ele tentou listar o seu projeto como assunto principal, porque o restante da conversa certamente tinha a ver com a estratégia desses políticos envolvidos, principalmente Bolsonaro e Lira – que pune invasões de terra. E a presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputada Carol de Toni, já disse que vai tocar esse projeto com rapidez para chegar ao plenário. Depois, compete ao dono da agenda, que é Arthur Lira, colocar em votação.

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Baixaria custeada pelo contribuinte no União Brasil 

O União Brasil decidiu aceitar uma representação contra seu presidente, Luciano Bivar, que ficaria no posto até maio. Bivar já foi presidente do PSL, que se juntou com o DEM, que era PFL e antes disso foi uma dissidência da Arena. De repente pegaram fogo, lá em Pernambuco, duas casas do vice-presidente do partido, Antônio Rueda, que foi eleito como próximo presidente do União, e estão dizendo que foi vingança de Bivar. Ele tem uma declaração dizendo que “os anjos e Deus que cuidem dos meus amigos, porque dos meus inimigos cuido eu”. Bivar também se queixou de que a mulher de Rueda entrou no apartamento dele e roubou seu cofre, uma baixaria. Parece o nível daquele programa de televisão cujo nome não vou citar aqui, uma coisa horrorosa.

Estive conferindo os valores de Fundo Partidário e do fundo eleitoral que o União Brasil recebe. O Fundo Partidário dá meio bilhão de reais; o fundo eleitoral, na última eleição, rendeu R$ 758 milhões. Total, R$ 1,258 bilhão. Você sabe de onde veio esse dinheiro? Pois não veio de Marte, nem da China. Veio do seu bolso – do seu trabalho, veio do seu suor. Ainda que você não seja do União Brasil, você teve de pagar. Será que está certo isso?

Os partidos devem ser sustentados pelos seus seguidores. Foi o que disse Javier Milei outro dia, em discurso no Congresso da Argentina. Ele está propondo essa mudança, de tirar os pagadores de impostos do financiamento dos partidos. Os filiados, os apoiadores, os que adoram o partido, os que seguem a doutrina do partido – quando ele tem doutrina – é que deveriam sustentar essas despesas.

Assaltante de ônibus tem mais moleza que manifestante preso em Brasília sem ter feito nada

O sujeito que sequestrou e manteve reféns dentro de um ônibus na rodoviária do Rio de Janeiro e deu dois tiros no peito de um passageiro já tinha sido condenado como assaltante de ônibus. Mas foi condenado em um ano, e no outro já estava na rua com tornozeleira. Que maravilha! Deve ser algum concurso com prêmio para assaltante de banco. Mas a tornozeleira não estava funcionando, ele estava havia mais de um ano com tornozeleira que não funcionava, e claro que não estava na perna dele; pelo menos há o registro de que não funcionou. Já se ele estivesse em Brasília no dia 8 de janeiro, não ia conseguir nem entrar no ônibus. Enfim, foi preso, mas agora há uma pessoa no hospital em estado grave.

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]
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