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André Murilo é Laudz, 25, curitibano, DJ e produtor de música eletrônica e Hip Hop reconhecido mundialmente. Produz desde 2006 e atualmente faz parceria com o paulistano DJ Zegon (ex Planet Hemp) no projeto Tropkillaz.

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O garoto prodígio e virtuoso é um dos destaques no meio musical nacional e vem se apresentando não só pelo Brasil, mas pelo mundo todo. Da Austrália até a Rússia, da China aos Estados Unidos. Do seu bairro humilde da capital paranaense, a Vila Acordes, hoje reside em São Paulo.

Nesta entrevista ele conta um pouco sobre a sua trajetória, seu precoce envolvimento com a música e as realizações de seus sonhos. Chegou até os grandes de Los Angeles. Teve a oportunidade de conhecer a lenda do rap mundial, o produtor norte americano Dr. Dre, que inclusive chegou a ouvir suas músicas. Laudz já produziu em paralelo para muitos rappers nacionais.

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Hoje produz com nomes como Anitta (produziram o hit “Vai Malandra”), Karol Conka (com o hit “Tombei”), entre tantos outros artistas pop. Com o projeto Tropkillaz, foram destaque na última edição do festival Lollapalooza que rolou em São Paulo.

Como você iniciou no mundo da música ?

Tive meu primeiro contato com o hip hop ainda muito novo, com uns 6 anos de idade por incrível que pareça. Já ouvia rap e desenhava, sempre gostei muito de graffiti. Então foi a partir deste  contato com a cultura hip hop que fui evoluindo até entrar no mundo da produção musical, em meados de 2006.

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O DJ Zegon é um cara das antigas. Foi DJ da banda Planet Hemp nos anos 90. Como foi que o DJ Zegon lhe encontrou ? Você já conhecia o trabalho dele?

Nos conhecemos na internet, pelo twitter. Fomos conversando e trocando músicas online até que um dia ele me convidou para ir pra São Paulo e ficar na casa dele. Ficamos fazendo música durante alguns dias e estamos aí ate hoje.

Como você vê a internet na divulgação da música ? Você é um geek da internet ?

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Nos dias de hoje creio que a internet seja o maior meio de divulgação. Todos os artistas dependem muito da internet. Com certeza é uma maneira muito acessível a todos e se não fosse a internet, provavelmente eu não estaria aqui hoje.

O projeto Tropkillaz, como começou ? Quantos anos de projeto?

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O Tropkillaz começou no ano de 2012, por pura brincadeira. Eu e o Zegon nunca pensamos ou planejamos lançar um projeto. Simplesmente começamos a lançar músicas na internet e o público começou a gostar. E aconteceu tudo naturalmente, estamos indo pro nosso sexto ano com o projeto.

As músicas do Tropkillaz foram lançadas inicialmente no Soundcloud. Em pouco tempo haviam fãs russos curtindo muito as músicas de vocês. Fale um pouco sobre o mercado da Rússia, que foi o primeiro a consumí-las.

A Rússia foi muito importante para o Tropkillaz, inclusive foi onde fizemos nossa primeira turnê internacional. Nossa música “Mambo” por algum motivo explodiu na Rússia. Começamos a ver vários tweets em russo até que um dia recebemos um convite para fazermos uma turnê. Mal tínhamos tocado juntos, mal tínhamos um show, foi tudo muito louco!

Qual a diferença entre o seu projeto Laudz e o Tropkillaz ?

Hoje em dia estou focado 100% no Tropkillaz. Não tenho feito mais nada como Laudz, apenas discotecagens. Produções tenho me dedicado somente ao Tropkillaz.

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E a oportunidade do Super Bow, conte-nos como aconteceu.

Fizemos um remix da música “Hide” do N.A.S.A, antigo projeto do DJ Zegon. Ele acabou virando trilha de um comercial da Sonos, no qual era o principal patrocinador do Super Bowl. Mudou muita coisa pra gente, ter nossa música tocando em um horário tão importante nos Estados Unidos (O Super Bowl tem a maior audiência televisiva do país).

O que você usa para produzir (softwares/hardwares/plataforma) ? Onde busca suas inspirações ?

Migrei recentemente para o Ableton Live, mas usei o Fruity Loops por 12 anos. Ouço muito R’n’B e tenho muita influencia do rap de Los Angeles.

Na hora do estúdio, como o Zegon participa nas produções ?

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Criamos tudo junto, vamos para o estúdio todos os dias. Então tudo que fazemos começa a partir de idéias, tanto dele, quanto minhas.

Muitas viagens a Los Angeles. Vocês tem frequentado muitos estúdios legais por lá ? Cite alguns deles. E o encontro com o Dr Dre, como foi ?

Bom, sempre foi um sonho pra mim conhecer Los Angeles. Sempre foi o lugar que mais me inspirou. Então toda vez que vou é sempre muito legal. O encontro com o Dr.Dre foi simplesmente o momento mais incrível da minha vida, até hoje. Fiquei em choque, ele foi super educado e gente boa, fiquei mais fã ainda!

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Vocês tem feito uma mistura sonora bastante interessante. Como vocês intitulam o seu estilo musical ? E o trabalho com grandes nomes da música pop como Anitta, Karol Conka. Você acha que essa aproximação com a música pop trouxe uma maior visibilidade para o projeto ?

Acho que não tem um nome. Na minha opinião só existe dois estilos musicais. Música boa e música ruim. Acho que essa união de estilos é muito importante pra todos os estilos, todo mundo só tem a crescer e a evoluir juntos.

Tem tocado em Curitiba ? Onde e quando podemos lhe ouvir tocando ?

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Tenho ido a curitiba bem pouco, mas quando consigo ir, sempre toco na festa “ilove cwbeats”. A primeira vez que toquei na vida foi lá, e fui residente por alguns anos. Então é uma festa que foi e continua sendo muito importante pra mim.