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Anda na moda compartilhar fotos e relatos de animais nas redes sociais. Mesmo com muita coisa repetida e de senso comum, acho bacana. Sempre tem uma imagem ou uma história que me comove, principalmente quando envolve mobilização popular para ajudar um animal em perigo.

Ontem o meu editor, Jorge Olavo, me passou o relato que um amigo dele colocou no facebook. Achei a história tão bacana que resolvi colocá-la aqui no Blog. Para não perder a emoção de quem está contando, achei melhor deixar o texto praticamente na íntegra, dei apenas uma pequena editada.

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“Passei por uma situação um tanto quanto diferente hoje. Estava chegando em casa, logo após jantar fora com a minha família para comemorar meu aniversário, quando vi um cão correndo sem rumo pela rua.
Olhei pelo retrovisor e vi um garoto de uns 12 anos correndo desesperadamente. O guri estava mais ou menos duas quadras atrás do cachorro. Não pensei duas vezes: encostei o carro e saí correndo atrás também.. O garoto então parou e ficou aguardando notícias em frente à minha casa. Ele chorava muito!

Subi a Trajano Reis, desci o Largo da Ordem. O cachorro virou na Mateus Leme, logo em seguida na Inácio Lustosa e seguiu em frente pela Candido de Abreu. Ele continuou fugindo até chegar em frente à praça Nossa Senhora da Salete (em frente ao Palácio Iguaçu). E eu ali, na bota dele o tempo todo! O problema é que quanto mais eu me aproximava, mais ele fugia. O animal estava bastante assustado.

Durante todo esse trajeto ele quase foi atropelado várias vezes. Em cada esquina eu fechava os olhos para não ver uma desgraça. De repente o cachorro partiu em disparada e o perdi de vista.Voltei desolado. Infelizmente não consegui resgatar o cachorro e alegrar aquele garoto que chorava muito.

No entanto, uma coisa me chamou a atenção enquanto eu corria: a solidariedade de algumas pessoas. Muitas delas correram comigo, mesmo sem saber de quem era o cachorro. Uma outra largou o carro no meio da rua e passou a correr atrás também. Teve ainda uma senhora que abriu um peito de frango que tinha acabado de comprar no mercado na expectativa de atrair o cachorro com a comida.

Enfim, embora sem final feliz, fiquei contente em ver que algumas pessoas ainda têm compaixão pelo próximo. Esse certamente foi o meu melhor presente de aniversário!”

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