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O secretário-geral da ONU, António Guterres.
O secretário-geral da ONU, António Guterres.| Foto: EFE/ONU

No último podcast O Papo É, de número 67, foi-me perguntado o que acho: se penso mesmo que o vírus da Covid é uma arma biológica e se as vacinas foram feitas para matar uma parcela da população. Eu, que há muito não me incomodo em ser chamada de radical de extrema direita nem de teórica da conspiração com chapéu de alumínio, respondi que acho que há um plano para reduzir a população mundial. Como o podcast não era sobre aquilo, a discussão não se aprofundou. Assim, trago hoje aqui algumas considerações sobre o estado de Bem Estar Social e sobre a Agenda 2030, da ONU.

Antes, porém, algumas considerações. Eu deixei passar a esterilização feminina pelas vacinas. Como vimos neste jornal, a vacina da Pfizer "não fica no local da aplicação e se espalha pelo corpo, como já havia sido sugerido pela Agência Europeia de Medicamentos e por um relatório japonês que vazou. As nanopartículas de mRNA são encontradas em pequenas quantidades nos ovários, no baço e 16% ficam no fígado após 48 horas da injeção". Logo quando começaram a ser aplicadas as vacinas da Pfizer, a internet anglófona foi inundada por relatos de problemas com ciclos menstruais. Se já dá um trabalho danado afirmar a relação causal entre uma vacina que dá trombocitopenia (vide a bula) e a morte por trombocitopenia de um rapaz sadio vacinado com ela (vide o calvário de Arlene Graf), não é de admirar que a questão da fertilidade tenha sido deixada de lado. Ademais, as pessoas não demoram para ter um infarto ou um AVC, mas demoram para descobrir que ficaram estéreis. Essas meninas que estão agora sendo levadas pelos pais às filas de vacinação só vão querer ser mães daqui a uns dez anos. Muita água vai rolar. Os efeitos desse mRNA sobre os seus ovários não estão sendo estudados, mas as escolas estão condicionando matrículas à injeção!

Que esse tipo de coisa seja aceito acriticamente por muita gente, mostra que não devemos desprezar hipóteses por parecerem malévolas demais. Assim, já no espírito dessas reflexões de “chapéu de alumínio”, escrevi neste jornal um texto em que explico que faz mais sentido falar, hoje, em neonazismo cultural do que em marxismo cultural.

Da Europa para o globo?

Conforme vemos no site da ONU, a agenda 2030 pode ser considerada uma espécie de versão globalizada do Estado de Bem-Estar Social misturada com um ambientalismo à Greta Thumberg e identitarismo. Estado de Bem-Estar não é comunismo; nele, em vez do fim da propriedade privada, o que há é uma espécie de mesada estatal e bons serviços públicos, tudo bancado com uma alta carga tributária. Este é o modelo que triunfou na Europa, Inglaterra inclusa. Para ficar com o cenário descrito por Dalrymple, lá temos muita burocracia, muito planejamento, muitos jovens drogados que levam uma vida sem sentido e dependem de auxílios para pagar as contas, e, para trabalhar, gente oriunda de outras culturas, que não gozam de direitos de cidadania (já que na Europa vale o jus sanguinis, não o local de nascimento), nem se integram. Há a classe média, há a underclass (cidadãos europeus que não trabalham e vivem num eterno programa do Datena) e há os trabalhadores braçais (que não são cidadãos). É um cenário bem diferente dos Estados Unidos, onde o nascimento garante a cidadania e o Estado não banca uma grande underclass (Thomas Sowell diz que, em particular, os negros são a underclass dos Estados Unidos, e que esse estilo de vida é forjado por burocratas. Vide o seu Black Rednecks & White Liberals, ou o seu prefácio a A vida na sarjeta, de Dalrymple). Por algumas razões, que provavelmente incluem o custo de vida e a revolução cultural de maio de 68, a taxa de natalidade dos cidadãos europeus na Europa é uma tristeza há muito tempo, trazendo preocupações aos que as comparam com a natalidade das comunidades árabes.

É razoável dizermos que esse modelo europeu vem sendo exportado para o mundo. Nos Estados Unidos, os Democratas são favoráveis ao Estado de Bem Estar; e, como dizíamos, a ONU pretende implementá-lo: “Estamos determinados a acabar com a pobreza e com a fome, em todas as formas e dimensões, para garantir que todos os seres humanos possam concretizar seu potencial em dignidade e igualdade, e num ambiente saudável”.

Acabar com a pobreza, à vera, tem uma solução fácil e certa: exterminar os pobres. Se pressupusermos que os recursos naturais são limitados e que a pobreza existe, alguma dessas posturas terá de ser adotada: aceitar a pobreza como um dado da realidade humana (negando a agenda 2030), tomar a riqueza e distribuí-la na mão grande ou aumentar a produtividade global para distribuir riqueza aos pobres. Estas duas últimas opções implicam muito dirigismo. A opção de tomar as riquezas sem fazer uma revolução comunista é muito plausível, e, como já argumentei, está em curso durante esta pandemia: a classe média é expropriada enquanto as gigantes crescem. No mundo haveria os donos de tudo e os underclass, sem classe média. Jeff Bezos e beneficiário de Auxílio Brasil. Oligarcas ocidentais e gente que não tem nada e será feliz, como prega o WEF.

Ainda assim, para aumentar a riqueza dessa underclass global sem aumentar a produtividade, seria necessário reduzir a população mundial.

Eugenia e neomaltusianismo

A última saída, a da produtividade, poderia ser otimista: demandaria mais braços para trabalhar no mundo. Mas aí entra o ambientalismo à Greta Thumberg. O Brasil, com sua agricultura tecnológica, deveria ser visto como herói pelo mundo, como garantidor da segurança alimentar. Mas é tratado como vilão, sob a bandeira da agenda climática. A ONU, tão pacifista, pretendia que as “mudanças climáticas” fossem tidas como ameaças à segurança global, legitimando assim uma guerra contra um país acusado de crimes ambientais. A Rússia de Putin nos salvou: com seu poder de veto, impediu que essa resolução passasse. Todo mundo sabe que a China queima um carvão doido. Ainda assim, os bonzinhos apontam o dedo só para o Brasil quando se trata de crime ambiental. E os jornalistas brasileiros não estão nem aí quando se aponta para o fato de que o diretor da Otan quer criar um exército global verde para combater vilões do clima [Nota do editor: As declarações do secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, na COP26, a respeito de "exércitos verdes" dizem respeito a uma citada necessidade das forças armadas mundiais reduzirem suas pegadas de carbono. Ele não cita expressamente a criação de um novo exército com objetivo de combater países que não estejam comprometidos com metas climáticas].

O ambientalismo da ONU é um disfarce muito pobre para o neomaltusianismo, cujo corolário é a redução populacional. Vocês podem clicar aqui e ler o documento da ONU intitulado “População 2030: Desafios demográficos e oportunidades para planejar o desenvolvimento sustentável”. Gente é tratada como emissão de carbono, e o mundo tem que se preparar para esse problema terrível que é o próximo bilhão de mulheres que entrará em idade fértil. “Capacitar as mulheres a terem a quantidade de filhos desejada e escolher o período de suas gravidezes pressupõe que todas as mulheres tenham acesso a planejamento familiar, incluindo um grande leque de opções contraceptivas”. O relatório também fala que empoderamento feminino é uma meta e usa a sinistra expressão “risco de gravidez”, como se gravidez fosse doença ou algo indesejado em si mesmo. Alega-se preocupação com a vontade das mulheres, mas, se assim fosse, haveria alguma menção a mulheres que têm menos filhos do que gostariam, ou que não podem ser mães por algum problema médico passível de resolução.

No mais, o relatório cunha a expressão “dividendo demográfico”, uma fase boa em que morrem os muitos velhos dos países de natalidade baixa e resta uma proporção grande da população em idade de trabalho.

Um documento global de planejamento fala em morte de velhos e redução da população global. Anos depois, um vírus “escapa” de um laboratório e reforma a previdência da Itália, o I dos PIGS. Uma substância feita às pressas que se aloja no ovário é compulsoriamente injetada em de mulheres em idade fértil. Não devemos pegar um chapéu de alumínio?

Mau histórico

Os bonzinhos estão sob o nosso nariz há décadas, escondidos sob suas peles de cordeiro. A Suécia é apontada como um sucesso por causa do seu Estado de Bem Estar – mas ninguém diz qual o custo humano disso. A Suécia acabou com a pobreza pela esterilização forçada em massa de sua própria população. Esse é um preço a ser pago? Se for, que cada um tenha coragem de enunciar isto em público; o que não pode é passar batido.

A Planned Parenthood surgiu com o mesmo papinho da ONU acima: ajudar as mulheres a reduzirem o número de filhos por meio de planejamento. Ou de aborto, mesmo (no documento, fala-se somente em evitar o “unsafe abortion”, o aborto sem segurança). Mais especificamente, seu propósito era acabar com os negros – como vive denunciando Thomas Sowell. Hoje a Casa Branca ainda tem a cara de pau de falar que “as restrições [ao aborto] são particularmente devastadoras para as comunidades de cor”. Não devemos pegar o nosso chapéu de alumínio? Essa é a tônica do papo da ONU, que foca na África ao tratar das mulheres férteis como problema global.

Por fim, lembro que os EUA começaram as pesquisas de ganho de função que, por serem perigosas demais, foram transferidas para Wuhan, na China. Os EUA deveriam se esmerar na apuração dos feitos de Peter Daszak e de Anthony Fauci; mas, em vez disso, aquele país, por meio de suas corporações de jornalismo e de big tech, se empenhou em chamar de louco ou de teórico da conspiração quem dissesse que o vírus fora criado em laboratório. O que hoje é uma probabilidade acachapante era censurado pelo Facebook.

Eu não vou me iludir com o suposto comunismo da China. O maior problema que enfrentamos no Ocidente é esse neonazismo globalista.

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