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Gustavo Fruet estava ontem, conforme diz a expressão popular, entre a cruz e a espada. Durante boa parte da apuração, pareceu que a chapa que defendia o apoio do PT a sua candidatura seria derrotada. Para Fruet, era a receita para o desastre. Alojado no minúsculo PDT, depois de abandonar dois partidos que não permitiram sua candidatura a prefeito, ficaria isolado e sem estrutura. Sem dinheiro e sem tempo de tevê. Além de tudo, sem militância.

No fim das contas, a articulação dos ministros Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann prevaleceu e, pela primeira vez em 32 anos, o PT não deve ter candidato em Curitiba. Tudo resolvido? Mais ou menos. Agora surge um outro desafio, e nem um pouco desprezível, para Fruet.

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Quando deputado pelo PSDB, Fruet era oposição ferrenha a Lula e sua turma. Fez acusações graves, participou de CPIs, acusou os petistas de terem um projeto de poder mais do que uma proposta de governo. E agora vão todos andar de mãos dadas. Argumento mais fácil os seus opositores não podiam esperar.

Dois anos atrás, na sede de ver realizado seu projeto pessoal, Osmar Dias fez percurso quase idêntico. Achou que o Palácio Iguaçu bem valia uma aliança com Requião e com o PT, seus antigos inimigos. Richa não perdoou. O eleitor também não.

Fruet parece ter feito da prefeitura de Curitiba o alvo de sua carreira. Por ela, abandonou o PMDB. Por ela, abandonou o PSDB. Por ela, entrou no PDT e agora aceita uma aliança com o petismo que tanto criticara. O que o eleitor vai achar disso? Só saberemos em outubro.

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