Há um ano, Eduardo Cunha mentia na CPI da Petrobras sobre contas na Suíça
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Em março de 2015, Eduardo Cunha compareceu à CPI da Petrobras. Seu depoimento aos parlamentares foi espontâneo: não tinha sido convocado. Mas compareceu porque, àquela altura, recém-eleito presidente da Câmara, já havia suspeitas contra ele no esquema da Petrobras.

No dia 12 de março, portanto há mais de um ano, Cunha mentiu aos deputados. Questionado sobre a possibilidade de ter contas no exterior, disse que não. Que a única conta que tinha era a declarada no Imposto de Renda. Meses depois, o Ministério Público da Suíça revelou o dinheiro que ele tem no país – e que não estava declarado.

Em 14 de outubro de 2015, o PSol e a Rede entraram com uma representação contra Cunha pedindo a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar. Por mentir na CPI. Isso aconteceu há 168 dias. Desde então, Cunha e seus aliados usaram todos os recursos possíveis (regimentais ou não) para adiar as votações e o trâmite do processo.

Em 14 de abril, o processo completará seis meses, e não há qualquer indício de que chegará me breve a uma conclusão. Tudo indica que o processo de impeachment de Dilma Rousseff terminará antes. E, dependendo do resultado, Cunha poderá se tornar o primeiro na linha sucessória da Presidência. Se Temer cair junto, assume o governo do país por 90 dias.

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