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Já se disse que a Lava Jato é parte do legado do governo Lula. Faz todo o sentido. De todos os pecados que podem ser atribuídos à passagem de Lula pela presidência, um que não se pode imputar a ele é o de coibir a ação da Polícia Federal e do Ministério Público. Pelo contrário.

É visível o quanto cresceu o trabalho da PF desde 2003. Na Procuradoria-Geral da República, Lula tem ressaltado m(assim como Dilma) que passou-se  a escolher sempre o candidato mais votado, não o que tem apoio político. E isso é verdade. A figura do engavetador-geral de Geraldo Brindeiro sumiu de cena.

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Isso não quer dizer, como se descobriu já em 2005, que o petismo tenha feito isso em proporção direta com sua vontade de agir de acordo com a lei. Aparentemente, decidiu-se de um lado reforçar a vigilância e burlá-la. Um plano maluco que obviamente, visto em retrospectiva, não podia dar certo.

Lula talvez cresse quando começou com essa política que seu governo estaria imune a críticas e a desvios. Ou que a PF jamais se voltaria contra ele. Aí veio o mensalão. E o mais inacreditável é que depois do mensalão, por todas as provas que tem-se hoje, o partido decidiu que podia continuar fazendo o mesmo sem ser pego.

O governo Lula e o de sua sucessora, Dilma, tem o mérito de fazer com que pessoas poderosas passassem a ir presas no Brasil. só não se esperava que isso fosse se voltar contra eles mesmos. Mas a política é assim mesmo, cheia de ironias involuntárias.

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